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Não esqueça o filtro solar neste carnaval!

filtro carnaval

 

Vai pular carnaval em blocos? Está lembrando de usar o protetor solar na sua pele? Confira abaixo as principais dúvidas sobre o assunto, esclarecidas pela  médica Sabrina Battistella, da Johnson & Johnson, fabricante do protetor solar Sundown:

1) Qual o fator mínimo de proteção nestes dias de alta temperatura, acima de 30 graus?

 Para a pele do brasileiro, a proteção recomendada é a 30, mas quanto mais clara a pele, mais alta ela deve ser. A necessidade é que o protetor escolhido tenha sempre proteção contra os raios UVA e UVB.

Além de combater os raios UVB, responsáveis pela vermelhidão, o filtro deve ter proteção equilibrada contra a radiação UVA (responsável pelo envelhecimento da pele), indicada pela sigla PPD (Persistent Pigment Darkening). De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o ideal é um PPD de 1/3 do valor do FPS. Ou seja: um filtro com FPS 30, obrigatoriamente, deve ter PPD10. Todos os produtos liberados pela Anvisa têm algum fator de PPD descritos no rótulo.

O uso adequado de medidas de fotoproteção reduz a incidência de câncer de pele. O protetor solar FPS 30 bloqueia aproximadamente 96.7% da radiação solar quando aplicado adequadamente. Mas, considerando a miscigenação da população brasileira, deve-se reforçar que as pessoas podem responder de forma diferente à radiação solar dependendo de suas características genéticas, como cor de pele, olhos e cabelos.

 

2) Quanto tempo antes deve passar o produto?

O ideal é que o protetor solar seja aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, para que seja absorvido pela pele antes de receber radiação solar.  Mas, a efetividade do protetor solar está relacionada utilização adequada em quantidade e frequência. A medida certa para cada parte do corpo é a equivalente a uma colher de chá. Para aplicar o protetor no corpo inteiro, a regra são nove colheres de chá: uma para o rosto e o pescoço, duas para o tronco (frente e costas), uma para cada braço e duas para cada perna. No caso do protetor em spray, recomenda-se borrifa-lo próximo a pele, fazendo movimentos de vai e vem.

Cada tipo de protetor deve ser passado de uma maneira diferente. Os cremes podem ser espalhados pelo corpo através de movimentos circulares até sua absorção completa, enquanto os protetores em gel devem ser usados em sentido único, caso contrário podem esfarelar e não vão servir a seu propósito. É importante sempre lembrar de proteger também os pés, mãos, orelhas e lábios.

 

3) A reaplicação deve ocorrer depois de quanto tempo? Ou após a transpiração?

O protetor deve ser reaplicado a cada duas horas e no corpo inteiro se a pele estiver exposta continuamente ao Sol. Caso não haja exposição constante, o ideal é reaplicar o protetor no corpo duas ou três vezes por dia. Mesmo quem não passa o dia exposto à luz solar deve fazer a reaplicação do protetor solar no corpo. Isso porque, além do protetor solar não resistir por muitas horas na pele, o suor e a fricção, bem como ações simples, como lavar o rosto ou as mãos, comprometem a plena eficácia do produto.

É importante ressaltar que existe a crença de que só a exposição solar intencional (na praia, na piscina, no quintal, ou durante as férias de verão) representa risco à saúde. Entretanto, a exposição durante as atividades cotidianas ao longo do ano apresenta maior relevância se considerarmos a ausência de fotoproteção adequada, sua frequência e o acúmulo ao longo da vida.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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