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Icesp anuncia 2ª fase de testes da ‘pílula do câncer’

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), anunciou, nesta quarta-feira, o início da segunda fase de testes clínicos da fosfoetanolamina, conhecida como a “pílula do câncer”. A nova etapa deve começar no próximo dia 10 de outubro.

A nova etapa avaliará a eficácia da substância e contará com até 200 novos pacientes do Icesp, com tumores de cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. Os paciente, que fazem tratamento pelo SUS no próprio hospital, vão tomar três cápsulas por dia.

A primeira etapa, realizada com dez pessoas, tinha como objetivo avaliar se a fosfoetanolamina era segura.

“Tumor é tumor. É possível que alguns tumores respondam e outros não. Algumas pessoas têm expectativa de que a substância vá funcionar para todos os tipos de tumor. Mas é uma expectativa que não tem muito suporte na ciência. Se tiver benefícios, alguns grupos terão. Isso que  estamos tentando descobrir “, explica o diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, oncologista.

Os resultados desta fase devem ser apresentados entre quatro e seis meses, prevê Hoff.

” Queremos transparência completa pela importância que a população dá ao assunto, que acompanhe passo a passo o que está sendo feito”

O uso da fosfoetanolamina virou uma polêmica em 2015. O produto, que nunca obteve registro da Anvisa, vinha sendo entregue de graça por funcionários da USP no campus de São Carlos, como uma forma de tratar o câncer. Uma portaria do Instituto de Química restringiu esta distribuição. O caso virou uma questão de Justiça porque pessoas com câncer passaram a entrar na Justiça para obter o produto da USP.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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