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Nova tecnologia é usada para tratar câncer de fígado

Tratamento de câncer com potencial suficiente para destruir as células tumorais, mas sem afetar os tecidos saudáveis. Esta é a esperança dos pacientes com câncer. Em tumores de fígado, a tecnologia colaborou para mais um passo. Uma empresa pioneira da microtecnologia, a Sirtex Medical, desenvolveu microsferas de resina empregadas em um tratamento chamado Radioterapia Interna Seletiva (SIRT, sigla em inglês), que representa um passo adiante no alcance dessa meta

No Brasil, este tratamento já ocorre no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Aprovado no Brasil para tratamento de tumores de fígado inoperáveis, o método consiste na aplicação—por meio de um catéter—de milhões de microesferas carregadas de material radioativo, diretamente no tumor. Elas se alojam nos vasos sanguíneos que os alimentam, destruindo as células cancerosas com uma carga de radiação até 40 vezes mais intensa do que a emitida pela radioterapia convencional.

“O tratamento  é muito tranquilo e tem a  vantagem de ser minimamente invasivo”, opina o cirurgião intervencionista Felipe Nasser, médico radiologista intervencionista do Hospital Israelita Albert Einstein. Ele lembra que 25% dos pacientes chegam no consultório com metástase (quando o câncer se espalha).

Um dos efeitos colaterais relatados é cansaço, que dura cerca de 15 dias. O Einstein já tratou 44 pacientes com esta técnica, de acordo com a instituição.

 

Gary Donofrio, vice- presidente sênior  da Sirtex Medical, empresa que desenvolveu a tecnologia, aponta como principais objetivos do tratamento, “retardar a progressão da doença, reduzir os sintomas e melhorar os resultados dos pacientes”.

O procedimento de radioembolização dura, em média, 90 minutos, com o paciente geralmente capaz de ir para casa no mesmo dia.  Para se submeter ao tratamento, o paciente precisa ter um prognóstico de vida acima de 3 meses e boas condições de medula óssea e uma boa “reserva pulmonar”.  Isso porque, de acordo com o médico, “a circulação do fígado se comunica com a do  pulmão.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), pacientes que morrem em decorrência de câncer apresentam metástase no fígado em até 35% dos casosAlém disso, até 70% dos pacientes com câncer colorretal desenvolverão metástases hepáticas.

Para saber mais sobre o tratamento, visite o site www.sirtex.com

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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