sábado , novembro 25 2017
Home / Câncer / Sinais que podem indicar câncer de pâncreas, doença que causou a morte do apresentador Marcelo Rezende

Sinais que podem indicar câncer de pâncreas, doença que causou a morte do apresentador Marcelo Rezende

Neste sábado, a morte do apresentador e jornalista Marcelo Rezende, vítima de um câncer de pâncreas, com metástase no fígado, trouxe a doença mais uma vez para discussão. Além de Rezende, outros famosos morreram em decorrência da doença: os  atores Raul Cortez (2006) e Patrick Swayze (2009); o fundador da Apple, Steve Jobs (2011).Na

O pâncreas é uma glândula que se localiza entre o estômago e a coluna vertebral, considerado um dos órgãos mais importantes do nosso organismo. Conhecê-lo a fundo e entender melhor os sintomas de mau funcionamento é essencial para o diagnóstico precoce de condições que podem desencadear graves riscos à saúde, inclusive o surgimento do câncer.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os tumores de pâncreas representam 2% de todos os tipos da doença registrados no Brasil – estima-se que o país tenha 7.500 novos casos a cada ano -, sendo ele mais prevalente entre a população acima de 60 anos. Apesar da baixa incidência, esse é um tipo de tumor que avança rapidamente.

Segundo Raphael Brandão, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) e coordenador científico do Grupo Oncoclínicas, a principal dificuldade para a detecção da neoplasia ainda em estágio inicial é que, na maioria das vezes, perda de apetite e de peso, náuseas, má digestão e dor abdominal acabam sendo ignorados ou confundidos com consequências do estresse e do cansaço do dia a dia.

“Pelo fato de ser de difícil detecção, o câncer de pâncreas é considerado um dos mais graves. Por isso, é recomendável que diante de sintomas suspeitos a pessoa procure um especialista, pois quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de um tratamento curativo”, explica o Dr. Raphael.

Confira abaixo cinco sinais destacados pelo oncologista que podem servir de alerta:

1- Perda de peso: Perda de dois quilos ou mais por mês, sem causa explicada, deve ser um sinal de alerta e um médico deve ser consultado. Geralmente, redução do apetite e fadiga crônica acompanham a perda de peso.

2- Dor abdominal e nas costas: Esses são os sintomas mais comuns em casos de câncer de pâncreas. A dor pode ser na região epigástrica ou lombar a depender da localização do tumor, se é na cabeça, corpo ou cauda do pâncreas. Isso porque, quando o tumor começa a crescer, pode comprimir os órgãos vizinhos, causando as dores.

3- Icterícia: É a presença de uma cor amarelada na pele, mucosas e/ou nos olhos. A principal causa da icterícia no câncer de pâncreas é a compressão das vias biliares e geralmente está relacionada com os tumores de cabeça do pâncreas. É importante lembrar que existem outras causas para icterícia, além do câncer de pâncreas, tais como: hepatite, cálculos biliares e outras doenças.

4- Fadiga: A presença da queda dos níveis de energia para as atividades diárias habituais é uma queixa comum nos pacientes recém diagnosticados com câncer de pâncreas.

5- Depressão: Muitos pacientes referem que experimentaram mudanças de humor (depressão, ansiedade) antes de serem diagnosticados com câncer de pâncreas. Depressão pode muitas vezes ser um dos sinais iniciais do câncer de pâncreas. Portanto, um paciente que apresente depressão acompanhada de outros sintomas (dor, perda de peso, redução do apetite) deve ser investigado para possíveis causas de câncer.

É importante ressaltar que estes sinais não são necessariamente derivados do câncer de pâncreas. Todavia, a recomendação é de que na presença destes sintomas um médico deverá ser consultado.

Comentários

Sobre Jaqueline Falcão

mm
Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Veja Também

outubrorosa

Outubro Rosa: Consulta do Bem anuncia parceria com Femme- Laboratório da Mulher

O Consulta do Bem se uniu ao Femme – Laboratório da Mulher, para uma verdadeira …