domingo , setembro 24 2017
Home / Coração / Cinco cuidados para prevenir arritmias cardíacas

Cinco cuidados para prevenir arritmias cardíacas

 

arritmia

 Você já ouviu falar em arritmia cardíaca? Este é um dos problemas cardiovasculares mais comuns enfrentados pela população. Arritmias são doenças que provocam aceleração ou retardamento dos batimentos cardíacos e que podem ser prevenidas por meio da adoção de alguns hábitos simples no dia-a-dia.

O curioso é que o tipo mais comum de arritmia ainda é pouco conhecido pela população: trata-se da fibrilação atrial (FA), uma doença que leva os átrios do coração a contraírem de forma desordenada, prejudicando o bombeamento do fluxo de sangue para o restante do corpo. Essa condição, que atinge sobretudo a população idosa, tem como principais sintomas as palpitações, que causam um forte mal-estar e a sensação de que o coração está disparando, além de tonturas e cansaço. Estes sintomas aparecem sobretudo em sua forma aguda, e o diagnóstico costuma ser feito em situações de emergência por um eletrocardiograma.

A consequência mais séria ocorre quando um coágulo migra para o cérebro por meio das artérias carótidas, bloqueando o fluxo de sangue para o órgão e provocando um acidente vascular cerebral (AVC) – mais conhecido como derrame cerebral, de tipo isquêmico.

CINCO CUIDADOS

 O médico José Rocha Faria Neto, professor titular de cardiologia na PUCPR, enumera cinco cuidados que ajudam a prevenir arritmias e preservar a saúde do coração:

1)      Praticar exercícios físicos

 Os exercícios trazem benefícios físicos, sociais e psicológicos, levando a uma melhora no humor e consequentemente ao fortalecimento do sistema imunológico “Com isso, o paciente experimenta uma diminuição na ansiedade e no estresse, fatores que podem acelerar o ritmo cardíaco e contribuir para o surgimento de arritmias no longo prazo”, afirma o especialista.

2)      Ter uma alimentação saudável

 Alimentar-se de forma equilibrada, ingerindo nutrientes variados em quantidades balanceadas, também é uma forma de prevenir arritmias. O excesso de gorduras leva ao aumento da pressão sanguínea e pode provocar uma série de complicações cardiovasculares.

3)      Dormir bem

 A apneia do sono, uma obstrução das vias respiratórias superiores durante o sono, está entre os fatores que favorecem a fibrilação atrial De acordo com o cardiologista, “Isso leva o paciente a fazer um esforço maior do que o normal para respirar, o que aumenta os batimentos cardíacos e, consequentemente, os riscos de arritmia”. Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, dormir de lado, evitar o fumo, o consumo de bebidas alcoólicas e de comidas pesadas antes de dormir são alguns exemplos. Elevar a cabeceira da cama também é um hábito benéfico.

 

4)      Beber com moderação

O álcool é uma toxina que se difunde facilmente pelo corpo e, se consumido em excesso, prejudica a capacidade de contração do coração, provocando arritmias e outras disfunções cardiovasculares.

 

5)      Não fumar

O tabagismo é fator de risco para arritmias como a fibrilação atrial, pois aumenta a liberação de substâncias como a adrenalina, que aceleram os batimentos cardíacos e podem provocar arritmias no médio-longo prazo.

 

TRATAMENTO

As arritmias também podem e devem ser tratadas. Esse tratamento inclui a prevenção da formação de coágulos por meio de medicamentos anticoagulantes.  “As últimas novidades em cardiologia prometem proteger o paciente contra esses riscos: a dabigatrana, por exemplo, indicada para fibrilação atrial, promove uma anticoagulação eficaz e previsível, reduzindo significativamente o risco de AVCs e trombose, e pode ter seu efeito revertido imediatamente em caso de sangramentos fortes pelo idarucizumabe, agente reversor que interrompe o efeito anticoagulante em minutos. O medicamento já foi aprovado no Brasil e deve ser lançado no mercado ainda este ano”, afirma o médico.

Comentários

Sobre Jaqueline Falcão

mm
Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Veja Também

heart shape by various vegetables and fruits

Conheça os alimentos certos para reduzir o colesterol ruim

Quando fazemos exames de sangue, ao pegar o resultado logo vamos conferir os níveis de …