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Complicações de H1N1 são mais graves em pacientes cardíacos

Poucas pessoas sabem, mas pacientes cardiopatas – condição que afeta cerca de 2 milhões de brasileiros -, são mais vulneráveis às complicações do H1N1.

O cardiologista Edgard Ferreira, coordenador médico do Pronto-Socorro do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, explica que o mecanismo de defesa, em determinados pacientes cardiopatas, podem estar naturalmente deprimidos em função da própria doença. “Este grupo é mais vulnerável a qualquer doença infecciosa e inflamatória, pois apresenta piora das condições clínicas facilmente. A capacidade de o coração bombear o sangue para o corpo diminui e qualquer sobrecarga se torna perigosa”, alerta.

Sintomas e contágio
Entender os sintomas e a forma de contágio é importante para ficar longe da gripe e tratar a doença o mais rápido possível. O vírus se espalha na aglomeração e é transmitido, principalmente, pelas gotículas expelidas pela boca quando falamos ou tossimos, assim como pelas mãos – ao tocar um objeto contaminado e levá-la à boca, aos olhos ou ao nariz.

Em pessoas jovens e com a saúde em dia, por exemplo, a H1N1 é só mais uma gripe forte, que pode surgir de 3 a 5 dias após o contágio, com sintomas que se assemelham a uma gripe comum: febre alta e súbita, mal-estar, fortes dores pelo corpo e no tórax. Já em pacientes com problemas cardiológicos a atenção deve ser redobrada.

Embora seja necessário ter cautela, não há motivos para pânico. A gravidade da doença está relacionada ao grupo de maior risco, como crianças e idosos, imunodeprimidos, portadores de doenças pulmonares e crônicas, e cardiopatas, conforme explica o médico. “Para os cardiopatas, a gripe pode evoluir e levar à piora no sistema respiratório e circulatório, que podem causar quadros de descompensação cardíaca, arritmias, angina e infarto”.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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