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‘Mulher acha que não vai infartar’, alerta cardiologista Roberto Kalil Filho

A realidade da incidência de infarto em mulheres ainda não é levada tão a sério. O pior: principalmente entre elas. Hoje, 48% das ocorrências correspondem ao sexo feminino.  Nos homens, o índice fica em 52%. Os números se aproximam e preocupam.

Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, diretor das áreas de cardiologia do Incor e do Hospital  Sírio-Libanês, infelizmente, a mulher “acha que não infarta, só o homem”.

– A mulher vai ao ginecologista, faz Papanicolau, se preocupa com câncer de mama e com o envelhecimento. Mas acha que não vai morrer de infarto – alerta Kalil Filho. Há 50 anos, as mulheres brasileiras representavam apenas 10% das ocorrências cardíacas.

De acordo com  Kalil Filho, as mulheres ignoram o colesterol alto, pressão alta, a não prática de atividade física e o fumo, todos estes  fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Antes da menopausa, a mulher tem  a “proteção” do hormônio estrogênio. Acima dos 55 anos (ou antes, se entrar na menopausa), portanto, elas devem ficar mais atentas e procurar um cardiologista para prevenção e exames periódicos.

A cardiologista do Sírio-Libanês Roberta Saretta alerta que os sintomas de um infarto em mulheres antes da menopausa podem ser atípicos e confundidos com outros fatores, como cansaço.

– Suor frio, cansaço, dores nas costas, falta de ar e até dor de estômago podem ser sinais de um infarto na mulher – explica a médica.

Um terço de todas as mortes de mulheres ocorre devido a doenças cardiovasculares, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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