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Febre amarela: 5 coisas que os pais precisam saber

 

Crédito: Wilfried Bahnmüller/Corbis

O aparecimento de casos de febre amarela nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo no início deste ano tem alarmado muito a população.  Balanço recente do Ministério da Saúde apontam 120 casos confirmados da doença, com 47 mortes.

De acordo com o médico infectologista do Hospital Infantil Sabará, Francisco Ivanildo de Oliveira, não se deve alarmar a população, já que não há evidências de transmissão urbana. “Não é o caso de sair vacinando todo mundo. Por enquanto a vacina só faz sentido para aqueles que vivem em regiões de risco ou que vão viajar para estes locais. A vacina é segura e os efeitos colaterais costumam ser leves, mas algumas pessoas podem ter reações mais sérias, por isso é muito importante que ninguém seja vacinado sem necessidade”, explica.

Dicas

O médico elenca 5 pontos que são necessários saber sobre a doença neste momento. Confira:

  1. A vacina é, sim, a melhor forma de prevenção. Porém, verifique no site do Ministério da Saúde se a sua cidade está na área de risco para transmissão da febre amarela. Nestes locais a vacina é recomendada e oferecida pela rede pública;
  2.  Se você pretende viajar pelo país, informe-se com antecedência se o seu destino é uma área com risco de transmissão da doença, pois a vacina precisa ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem;
  3.  Em áreas de risco ou mesmo em regiões não afetadas, o uso de repelentes é sempre recomendado já que evita a picada de mosquitos, que podem transmitir outras doenças;
  4.  Demais barreiras físicas para impedir o mosquito também são bem-vindas, como uso de telas nas janelas e sobre a cama;
  5.   Nas crianças que vivem em áreas com recomendação de vacina, a idade recomendada para a primeira dose é a partir dos 9 meses de idade.  Grávidas e mulheres que estão amamentando não devem ser vacinadas.

 

A febre amarela causa sintomas semelhantes em crianças e adultos. “O aparecimento de febre alta sem explicação e repentina, além de dores musculares, calafrios e náuseas, indicam a necessidade de procurar um serviço de saúde”, completa o médico.

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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