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Furar ou não a orelha da recém-nascida?Especialista esclarece dúvidas

Toda mãe de menina sonha em colocar brincos na bebê assim que sai da maternidade. Porém, a decisão é cercada de dúvidas. Para falar sobre o assunto, a enfermeira especialista em obstetrícia Cinthia Calsinski, que aborda as principais questões, como a dor na recém-nascida.

Segundo Cinthia, não existe nenhuma contraindicação médica para a realização do furo de orelha em recém-nascidas, desta maneira fica a critério dos pais estabelecer o momento correto para fazê-lo. Diferente do que se diz no senso comum, recém-nascidos também sentem dor, mesmo que reajam menos que os adultos. A orelha é uma cartilagem, e possui  menos enervações que outras partes do corpo, por isso a dor provocada pelo furo tende a ser menor que a de uma vacina na perna, por exemplo.

cinthiaenfermeira  (A enfermeira Cinthia)

Para aliviar a dor no momento do furo, é primordial que o profissional (enfermeiro obstetra) utilize um anestésico tópico próprio para esse tipo de procedimento, uma espécie de pomada, aplicada uma hora antes. Além da vantagem de ser alguém treinado para fazer tudo de forma bem higiênica, e estéril, um profissional experiente no assunto vai saber furar no ponto certo da orelha, para que o furo fique bem centralizado.

Cinthia explica que os brincos utilizados são produzidos em aço inox de grau cirúrgico e folheados a ouro 24 K.  São antialérgicos e esterilizados em embalagens lacradas.  Sua fabricação passa por criterioso processo de seleção para que a perfuração ocorra com segurança e perfeição. Pelas regras da Anvisa para furar orelhas, é indicado que o procedimento seja feito com brincos estéreis.

Após o furo, deve-se girar o brinco uma a duas vezes ao dia e após o banho deve-se passar álcool a 70% na orelha e ao redor do brinco, o mesmo que foi utilizado no coto umbilical.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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