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Pesquisa mostra que 33% das crianças entre 4 e 12 têm alto consumo de gordura

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Um estudo inédito realizado pela Nestlé em parceria com o Ibope mostra que 33,5% das crianças pesquisadas, na faixa entre 4 e 12 anos, consomem mais gordura do que a recomendação diária nas refeições. A pesquisa também mostra que 45% das crianças da faixa etária de 10 a 12 anos são sedentárias.

Os dados fazem parte do estudo  The Infant and Kids Study (IKS), realizada na região metropolitana de São Paulo, com 1.000 crianças com idade entre 0 e 12 anos, de todas as classes sociais.

“Entendemos que é nossa responsabilidade proporcionar à sociedade a oportunidade de realizar uma profunda reflexão sobre assuntos importantes, como a nutrição, para construirmos juntos um futuro melhor para as próximas gerações. Iniciativas como essa reforçam nosso compromisso em gerar valor para toda a sociedade”, afirma Juan Carlos Marroquín, presidente da Nestlé Brasil.

A pesquisa IKS revelou ainda que uma em cada duas crianças está acima do peso. Os resultados confirmam a tendência apontada em dados oficiais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade e o sobrepeso infantil deverão atingir aproximadamente 75 milhões de crianças no mundo inteiro até 2025, caso nada seja feito hoje para reverter este cenário.  Segundo a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a incidência de sobrepeso em crianças de 5 a 10 anos é de 40% na Região Sudeste (ABESO, com base na POF 2011).

“O consumo excessivo de gordura, sódio ou açúcar na dieta diária de crianças e adolescentes pode inferir num aumento de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o diabetes tipo 2, hipertensão arterial e aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL), por exemplo. Para que tenhamos uma mudança no comportamento dessas crianças, no entanto, além da prática de atividade física regular e uma alimentação equilibrada, é preciso envolver outros aspectos mais amplos, que passem pelas frentes econômicas, sociais e políticas”, afirma o pediatra e endocrinologista da USP, Raphael Liberatore.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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