terça-feira , julho 25 2017
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Saiba identificar a dor do crescimento nas crianças

Muitas crianças choram reclamando de dor na região da perna, como coxa, pé ou panturrilha. Esse incômodo pode ser a chamada “dor do crescimento”.  É comum entre os pequenos de 3 a 5 anos. Não tem um tempo de duração determinado – pode levar minutos ou até horas. Tem característica itinerante, ou seja, não é fixa em um só ponto, varia entre diversos locais. É mais comum na madrugada ou de manhã – o que explica quando as crianças acordam se queixando de uma dor no local, geralmente tratada com algum analgésico comum e massagem na região afetada. Porém, além da dor em si, pelo menos até hoje não foi comprovado nenhum outro malefício à criança.

Segundo a médica Sandra Caires Serrano, coordenadora do Comitê de Dor em Pediatria da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), apesar da nomenclatura a qual ela é mencionada, alguns especialistas ligam a dor do crescimento aos distúrbios emocionais. No entanto, não há comprovação científica de suas causas. O problema, porém, é quando não se consegue diferenciá-la de sintomas provenientes de outra doença ou condição médica, o que pode resultar no subdiagnóstico de algo realmente grave.

“Alguns indícios podem sinalizar que alguma outra doença ou condição está surgindo: como dor localizada em um único ponto, considerando sua mobilidade; dor nas costas, incomum nesse caso, ou dor acompanhada de outros sintomas, como inchaço articular, febre, indisposição e emagrecimento”, afirma Sandra.

Segundo a especialista, nesta mesma faixa etária em que a dor ocorre existe certa incidência de outras doenças consideradas perigosas, entre elas, a leucemia. Por isso, é importante se certificar que se trata apenas de uma dor de crescimento, sem ignorar um problema mais grave que poderia estar mascarado. Para evitar tal situação, é fundamental um acompanhamento periódico por pediatras para identificar quando é normal ou se pode ser considerada mais preocupante.

“Os pais não costumam manter um pediatra que acompanhe a evolução de seu filho, recorrendo ao pronto-socorro e a vários exames sempre que surge alguma dor incomum na criança. O pediatra de rotina pode esclarecer do que se trata, evitando, assim, preocupação e horas de estresse desnecessário”, conclui.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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