quarta-feira , julho 26 2017
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Vacinas quíntupla e sêxtupla “somem” das clínicas e preocupam mães

O blog recebeu semana passada uma mensagem de uma mãe que dizia não encontrar vacina sêxtupla para imunizar o seu filho de sete meses. Apuramos que sim, há alguns meses as vacinas combinadas contendo o componente pertussis acelular: vacinas quíntupla (DTPa-VIP/Hib) e sêxtupla (DTPa-VIP-HB/Hib) estão em falta nas principais clínicas. A situação deve se normalizar em março do ano que vem, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

A escassez está afetando não só o Brasil, mas também alguns países da Europa.

De acordo com nota da SBIm, “essa situação resulta de limitada capacidade de produção do antígeno pertussis acelular, bem como do aumento da demanda mundial pelas vacinas combinadas. A previsão de normalização na disponibilização dessas vacinas é somente para os primeiros meses de 2016 (fevereiro/março).”

Ainda diz a SBIm “É desejável que os esquemas de vacinação sejam cumpridos com todas as doses administradas nas idades preconizadas e sem atrasos, assegurando assim a proteção adequada e precoce para os lactentes jovens. A interrupção de esquemas de vacinação primária pode levar a consequências dramáticas, especialmente para coqueluche e doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b (Hib).”

Para entender as vacinas:

VACINA SÊXTUPLA (“HEXA”) – com seis componentes – hepa- tite B, tríplice bacteriana acelular hemófilos do tipo b e poliomie- lite de vírus inativados.

VACINA QUÍNTUPLA (“PENTA”) – com cinco componentes – tríplice bacteriana acelular hemófilos do tipo b e poliomielite de vírus inativados.

Neste momento, o melhor é conversar com o pediatro do seu bebê. A SBIm divulgou uma nota que traz mais explicações, orientações sobre substituições.

http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2015/11/nota_tecnica_desabastecimento_3_11_2015.pdf

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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