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Anticoncepcional para homens está mais perto de ser criado

Mais um estudo recente mostra que a pílula anticoncepcional masculina pode estar perto de se tornar realidade. Mas se os homens vão aderir..isso é outra discussão.

A pílula do homem “nasceu” quando cientistas perceberam que duas substâncias usadas para evitar a rejeição de órgãos transplantados – a Ciclosporina A e o Tracolimus, ambos inibidores da enzima Calcineurina – acabavam impedindo que as cobaias usadas no experimento engravidassem.

Pesquisadores do Japão descobriram que os espermatozoides dos camundongos que receberam as substâncias citadas continuavam com quantidade e mobilidade capaz de fecundar uma cobaia do sexo feminino, exceto pelo fato de não ter a “hiperativação” – movimento fundamental para que o espermatozóide fecunde o óvulo. Certa de estar no caminho de descobrir um contraceptivo masculino, a equipe do médico Haruhiko Myiata, da Universidade de Osaka, já percebeu que os animais que receberam a Ciclosporina A ou o Tracolimus por duas semanas se tornaram inférteis – sendo que sua fertilidade foi restabelecida depois de uma semana que pararam de ingerir a medicação.

Os resultados desse estudo foram publicados no fim de outubro, na revista científica “Science”.

É importante destacar que contracepção hormonal oral para homens não é tão simples, porque a testosterona, o que seria parte da maioria dos contraceptivos protótipo do sexo masculino, tem um curto período no sangue antes de ser metabolizado quando administrado por via oral. Aí pode estar o calcanhar de Aquiles.

Na avaliação do médico Edson Borges, especialista em Medicina Reprodutiva e diretor científico do Fertility Medical Group, quando lançado, o contraceptivo masculino deverá mudar bastante o comportamento dos casais, podendo diminuir o número de vasectomias e laqueaduras realizadas. “Por consequência, isso também terá impacto sobre a Fertilização Assistida, já que menos pessoas enfrentarão arrependimento por não poderem mais ter filhos e as dificuldades para restabelecer a fertilidade – o que nem sempre é possível”.

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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