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Dia Mundial do Sono: se estiver sonolento, não dirija!

Uma campanha da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), no Dia Mundial do Sono, faz um alerta para os acidentes de trânsito causados por sono e cansaço.  Estatísticas apontam as duas causas como responsáveis por 20% dos acidentes de trânsito no mundo.

A ideia da campanha surgiu a partir da constatação de que o olhar das autoridades está focado somente em outras causas de acidentes, como bebidas alcoólicas e uso de aparelho celular. A ação ocorrerá com peças publicitárias, divulgação em redes sociais e ações em espaços públicos, como estradas, parques e outros pontos. Haverá distribuição de materiais informativos à população, intervenções em pedágios e orientação por parte de médicos especialistas.

Gilmar Fernandes do Prado, presidente da ABN, destaca a finalidade educativa da iniciativa, que buscará a conscientização de todos os médicos brasileiros sobre o problema, bem como focará o esclarecimento do público leigo, da mídia, além de tentar sensibilizar o poder público a criar campanhas e normas legislativas para reduzir os índices de acidentes relacionados à sonolência, em especial à apneia obstrutiva do sono.

A American Automobile Association (AAA) estudou recentemente a prevalência e o impacto da sonolência ao volante e estimou que, nas estradas norte-americanas, 16,5% dos acidentes fatais envolvem um motorista sonolento.

O amplo número de indivíduos que não descansa o necessário para o pleno funcionamento do sistema neurológico, combinado com a rotina estressante das grandes cidades, coloca o cidadão em risco iminente de causar e sofrer um acidente.

É recomendável um período de sete a nove horas de sono. Todavia, cada organismo responde de maneira distinta sobre quanto é o suficiente para estar alerta e bem disposto ao amanhecer. Criar uma rotina é fundamental para preservar a qualidade do sono e, desta forma, evitar que problemas relacionados à sonolência diurna se evidenciem. Os condutores que dormem entre 4 e 5 horas diárias apresentam taxas quatro vezes maiores de envolvimento em acidentes.

Em casos normais, o sono costuma aparecer em intervalos de doze horas, graças a vários mecanismos biológicos, como a produção do hormônio melatonina. Desta forma, é de suma importância atentar-se aos sinais do organismo, por exemplo, bocejos e piscadas frequentes; dificuldades para ficar de olhos abertos; e não conseguir focar objetos à distância. Ao dirigir, situações como variações de velocidade e freadas bruscas; perder saídas; não enxergar sinais de trânsito; escorregar o carro para o acostamento e sair da pista são indícios claros de que é hora de estacionar em local seguro e iluminado para recuperar as energias.

 

Apneia do sono

A Royal Philips  se junta à iniciativa da Associação Mundial de Medicina do Sono  “Dormir profundamente Alimenta a vida”. Como parte do apoio, a Philips compartilha dados informativos sobre como reconhecer os sintomas da apneia do sono, dicas de prevenção, bem como opções de diagnóstico e tratamento.

“A apneia do sono é um verdadeiro problema de saúde pública, do qual a  América Latina não consegue se livrar. Embora seja um distúrbio muito comum, apenas 5% dos afetados procuram uma solução em uma consulta
médica formal”, disse o Dr. Eduardo Borsini, médico pneumologista do Hospital Britânico de Buenos Aires. Argentina.

O distúrbio é caracterizado por breves interrupções da respiração durante o sono. Geralmente, esses episódios duram 10 segundos ou mais e ocorrem várias vezes durante a noite. Os sintomas mais comuns são: sonolência excessiva, sono inquieto, ronco intenso e mudanças de humor (como ansiedade e depressão).

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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