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Grupos de risco precisam ter prioridade com vacina contra febre amarela, diz infectologista

Nesta quarta-feira, 5 de abril, o Ministério da Saúde anunciou que a vacina contra a febre amarela será em dose única. A decisão segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil era o único país do mundo que aderia à dose de reforço. “Temos evidências científicas hoje de que uma dose da vacina de febre amarela é suficiente ao longo da vida”, disse Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização da pasta.

No Brasil, já são 586 casos de febre amarela em humanos, com 190 mortes, entre janeiro e abril deste ano. Outros 450 ainda estão em investigação. Em 2016, foram 40 casos o ano inteiro.

Outra decisão importante anunciada foi a divulgação de que a pasta estuda fracionar a dose com o objetivo de frear a expansão da febra amarela nas áreas metropolitanas. A vacina padrão tem 0,5 ml, já a fracionada apenas 0,1 ml. A vacina fracionada protege por pelo menos um ano, assim será necessário que a aplicação de outra dose padrão posteriormente.

A infectologista Joana D’arc Gonçalves, da Aliança Instituto de Oncologia, elogiou a decisão da dose única e defende a vacina fracionada apenas para grupos de risco. “Quando se fraciona a vacina, ela tem uma imunidade temporária. Então no ano seguinte é necessária uma nova campanha. É uma estratégia válida em situações de risco muito elevado. O risco de fracionar é maior do que fazer a proposta do ministério de fazer só uma dose”, analisa Joana.

A especialista defende também que os recursos devem ser direcionados a quem está em risco e que não é necessário vacinar toda a população de uma vez. “O que tem acontecido no Brasil é que as pessoas estão em pânico. Quem não precisa está em busca da vacina, mas não há necessidade de vacinar toda a população. É melhor vacinar todo mundo ou usar de forma racional os recursos disponíveis?”, provoca a infectologista.

Segundo o Ministério da Saúde,  9,5 milhões de dose da vacina serão distribuídas para todo o país só no mês de abril.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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