terça-feira , julho 25 2017
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Mitos e verdades da pílula do dia seguinte

 

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A pílula do dia seguinte tem uso muito comum, como uma maneira de evitar a gravidez indesejada. Porém, muitas dúvidas cercam o uso do medicamento. Por isso, o ginecologista e obstetra de São Paulo, Gustavo de Paula Pereira, comentou alguns mitos e verdades sobre esse assunto. Confira:

O uso de antibióticos corta o efeito da pílula do dia seguinteEM PARTE.

Alguns medicamentos, tais como alguns antibióticos, podem reduzir a eficácia dos anticoncepcionais, logo a pílula do dia seguinte também pode ser afetada pelo uso de outras medicações

Devo parar com o anticoncepcional se tomar a pílula do dia seguinte. MITO.

Se a mulher já faz uso regular do anticoncepcional e tomou a pílula do dia seguinte, deve continuar a cartela em uso e contatar o seu médico para que ele avalie a necessidade de interrupção ou não do anticoncepcional.

Se tomar a pílula muitas vezes em um curto período de tempo, o medicamento não faz mais efeito. MITO.

Entretanto, ela não deve ser usada como método anticoncepcional de rotina, apenas em situações emergenciais, pois pode causar efeitos colaterais, como irregularidade menstrual, náuseas, dores abdominais e cefaleia.

A pílula pode atrasar a menstruação. VERDADE.

A menstruação pode ocorrer até 10 dias antes ou depois da data esperada, após o uso da contracepção de emergência. Porém, geralmente ocorre em até 3 dias da data esperada; caso não ocorra a menstruação nesse período, deve-se realizar um teste de gravidez.

Quanto mais tarde tomar a pílula, mais chances tenho de engravidar. VERDADE.

A anticoncepção de emergência deve ser usada o mais cedo possível após uma relação sexual desprotegida. Sua eficácia vai diminuindo progressivamente à medida que o tempo passa, após 72 horas da relação sexual, seu efeito já deixa de ser satisfatório.

A pílula do dia seguinte é abortiva. MITO.

Os estudos mostram que a medicação age antes da ocorrência da gravidez, logo não aborta. “Se a fecundação ainda não aconteceu, o medicamento vai dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Se ocorrer gestação, sua tomada não causará danos para o embrião”, finaliza  Gustavo.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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