terça-feira , julho 25 2017
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No Carnaval, cuidado com a doença do beijo

boca carnaval

Já é clima de Carnaval. Junto com a folia vêm os blocos, as fantasias, as paqueras e, claro, o beijo.  Mas é preciso ter cuidado, pois também é por meio do beijo que é possível contrair um problema chamado mononucleose. Muito comum no Carnaval, a doença do beijo ou febre glandular é transmitida pelo vírus Epstein-Barr (EBV) – da família do herpes – e acomete, principalmente, pessoas entre 15 e 25 anos.

Segundo Glaydson Ponte, infectologista do Hapvida Saúde, além do beijo, a contaminação pode acontecer por meio da tosse, espirro e saliva presente em objetos como xícaras, copos e talheres. É preciso ficar atento, pois nem sempre os sintomas se manifestam ou podem ser confundidos com gripe e resfriado.

“Muitas pessoas podem ter poucos ou nenhum sintoma, mas quando eles ocorrem, geralmente se manifestam com febre alta, dor na garganta, secreção nas amígdalas, tosse, fadiga, dor nas articulações e surgimento de gânglios no pescoço, podendo progredir para outras áreas do corpo. Pode ocorrer ainda dor abdominal com aumento de baço e fígado”, alerta o especialista.

O infectologista diz que a recuperação da pessoa infectada geralmente acontece em poucas semanas, mas uma pequena parte dos pacientes necessita de meses para restabelecer seus níveis de energia. “O diagnóstico pode ser feito com exame de sangue e, mesmo não existindo um tratamento específico para a mononucleose, é possível diminuir os sintomas com o uso de medicação para dor e febre, além de hidratação e repouso”, explica.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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