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Novo aparelho para mamografia permite que mulheres controlem o exame

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Muitas mulheres deixam para depois a realização da mamografia pelo medo da dor e do desconforto. Sensibilizada a este temor, a GE Healthcare lançou um aparelho que permite que a paciente faça sua própria compressão na mama.

Na hora do exame, a paciente fica com um controle remoto. Antes, ela é posicionada no aparelho e orientada por um profissional de saúde. “Por isso, o exame é feito de maneira correta e eficiente. Sabemos que o medo da dor impede que muitas mulheres façam o exame, que é tão importante”,  diz Marcos Corona, diretor de Imaging Systems da GE Healthcare para América Latina.

Segundo uma pesquisa encomendada pela empresa, feita no Centre de Sénologie et d’ Echografie (França), com 100 mulheres, primeiro centro a utilizar o equipamento no mundo, as pacientes, ao fazerem uso da autocompressão, imprimem uma força maior do que a que seria feita pelo técnico, uma vez que o medo da intolerância à dor no exame é eliminada.

“Notamos que mais de 60% optaram pela autocompressão”, conta Corona. O equipamento foi lançado recentemente no Brasil durante a Jornada Paulista de Radiologia – JPR, que aconteceu em maio, em São Paulo. Segundo Corona, mais confortáveis, as mulheres que participaram da pesquisa comprimiram até mais os seios (25%) do que quando o exame era conduzido pelo técnico de radiologia.

No mundo, cerca de 40% das mulheres têm mama densa, ou seja, há mais tecido mamário do que gordura. Segundo dados do estudo global ‘’O Valor do Saber – Oncologia’’, realizado pela GE Healthcare e conduzido pela MillwardBrown em 2014, mulheres com essa característica têm de 4 a 5 vezes mais risco de desenvolver câncer de mama, quando comparadas com mulheres com mamas menos densas. Além disso, a presença de mais tecido mamário pode dificultar a detecção precoce de lesões pela mamografia.

Por isso, é importante consultar sempre um médico e ir periodicamente ao ginecologista, que solicitará os exames necessários.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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