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“Óleo de coco é vilão”, alertam especialistas

oleococo

Há algum tempo  o óleo de coco virou o queridinho de pessoas que querem emagrecer. Sob o rótulo de 100% saudável, virou mania de consumo, seja no preparo dos alimentos e até mesmo no consumo em cápsulas. Há quem beba café com óleo de coco. Porém, não é bem assim, segundo especialistas e sociedades médicas, que são contrários ao seu uso.

Duas das entidades mais respeitadas, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) já se posicionaram e publicaram um comunicado oficial, onde afirmam ser contra a  utilização do óleo de coco para o emagrecimento, por  falta de comprovação científica do produto para tal finalidade.

O óleo de coco, segundo a endocrinologista Maria Fernanda Barca,  tem um alto teor de gorduras saturadas e propriedades inflamatórias. “O óleo de coco é um grande vilão, e não amigo. Não tem benefício nem estudo que comprove sua eficácia”, alerta a médica, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Europeia de Endocrinologia (SEE).

A gordura saturada também pode aumentar o colesterol LDL (o “ruim”) e contribuir com o aumento da gordura abdominal. Estes fatores aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Cuidado!

A recomendação é usar azeite para cozinha e o tipo extra virgem para saladas, de acordo com a médica.

Lembre-se: consulte sempre um especialista, como endocrinologista e um nutricionista para orientação e um programa de emagrecimento correto.

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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