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Os perigos da baixa umidade do ar

Durante o período de intenso calor, a frequente baixa umidade do ar prejudica a saúde da população com diversos problemas, desde a desidratação até resfriados. A baixa umidade do ar causa desconforto porque em altas temperaturas há uma maior chance de desidratação, pois a pessoa não sente que está suando, já que o suor evapora com facilidade e não chega a deixar o corpo molhado, desta forma, há mais necessidade de hidratação.

Para combater os sintomas, a médica de família e comunidade Ana Paula Lemes, membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), indica ter plantas em casa, pois elas conseguem reter umidade e proporcionar menos calor e baixa umidade. “Além da desidratação, há também as crises de problemas respiratórios como asma, bronquite, rinite e os resfriados. Indiretamente, ocorrem as infecções urinárias, que são secundárias ao calor e falta de água no organismo. As faixas etárias que mais sofrem são os idosos e as crianças, porque não pedem água e alguns pais ou cuidadores esquecem de aumentar a quantidade de oferta de água. Os idosos sofrem mais porque geralmente não têm por hábito beberem água. Ambas as faixas etárias têm mais chance de desidratação”, explica Ana Paula.

Sobre o uso de colírios e umidificadores nasais sem prescrição médica, não há problema em utilizá-los, desde que com moderação. Mas há necessidade de observar se os umidificadores nasais são compostos somente de soro (cloreto de sódio a 0,9%) ou outro medicamento, como a nafazolina, por exemplo, que pode ser danosa à saúde. “Outra situação a ser observada é a composição por soro hipertônico (cloreto de sódio a 3%), que também pode ser muito agressivo à mucosa do nariz (a pele por dentro), a qual é muito sensível e deve ser usado com cuidado e é melhor ser evitado em crianças. Porém, antes do uso é importante tirar as dúvidas com o seu médico de família e comunidade”, reforça.

Além das plantas, a bacia com água ou toalhas molhadas auxiliam na umidificação do ambiente doméstico. Porém, é importante lançar mão de métodos que não ofereçam riscos, já que uma bacia com água pode ser atrativa a uma criança pequena e pode causar um acidente de afogamento. Existem também umidificadores de ambiente, dentro dos quais se coloca água e, por um mecanismo, conseguem transformá-la em vapor frio.

Sobre alimentação, uma dieta com preferência de consumo de alimentos frios, sucos de frutas naturais, chás gelados, auxiliam na hidratação. Lembrando que um adulto necessita normalmente de dois a três litros de água normalmente. As crianças necessitam de 50 ml de água por quilo ao dia. Essa ingestão deve ser um pouco maior em dias secos. Existe uma regra bem prática: não esperar a sede aparecer e tomar água antes. A sede já indica que o rim (e o corpo) precisa de muita água.

“Para a prática de atividades físicas ao ar livre, os horários ficam cada vez mais restritos. Se em dias normais o recomendado é não ser exposto ao sol das 11h às 15h, é importante prolongar mais este tempo. Cada região do país tem um “sol frio” num horário. Mas seria bom dar uma pausa das 10h às 17h nos dias secos. Exceto que as atividades sejam feitas num local extremamente arborizado”, recomenda Ana Paula.

A pressão arterial também varia bastante conforme o calor e a hidratação e isso tem uma relação indireta com esse tipo de problema. Ter “pressão baixa” não é uma doença, mas é uma condição que causa incômodo nas pessoas, já que podem vir a ter lipotimia, situação na qual a visão fica escura e a pessoa corre o risco de cair, quando está muito quente e/ou com desidratação. As pessoas com pressão alta podem sofrer também ao saírem na rua se estiver muito calor, já que a pressão costuma aumentar um pouco quando se está num lugar muito quente, segundo a médica de família e comunidade.

Em ambientes com ar condicionado, é importante manutenção para conservá-lo sempre limpo sempre limpo, a fim de evitar as poeiras que causam as doenças. Vale lembrar que o ar condicionado diminui ainda mais a umidade do ambiente. O ideal seria utilizá-lo em associação a um umidificador.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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