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Páscoa Dark: fabricantes apostam em ovos de chocolate mais amargo

ovos2017

O chocolate mais amargo, ou “dark”, tem caído no gosto dos brasileiros e ganha presença na Páscoa de 2017. Fabricantes decidiram apostar em ovos de chocolate na versão menos doce. No Brasil, 63% dos brasileiros possuem o hábito de presentear com chocolates nesta data, segundo pesquisa Ibope encomendada pela ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados.

E o consumidor  já sabe que o chocolate mais amargo tem menos calorias e apresenta uma rica quantidade de antioxidantes, como os flavonoides, cuja ação inibe o acúmulo de LDL no sangue (colesterol ruim).

Apostando nisso, a Nestlé traz para este ano o ovo Prestígio Dark, depois do sucesso do bombom neste formato. “Nos últimos cinco anos, o brasileiro vem se adaptando a esta nova fórmula, a este novo sabor, que tem mais cacau. E a gente vem entrando nessa onda”, afirma o gerente de marketing  de Páscoa da Nestlé, André Laporta.

A Cacau Show oferece aos amantes do chocolate menos doce o ovo Bendito Cacão na versão 360g, além de ovos da linha Dreams versões zero açúcar e zero lactose.

 

Ovo Cacau Show tem versão trufado zero açúcar
Ovo Cacau Show tem versão trufado zero açúcar

 

A Brasil Cacau, do Grupo CRM (mesmo fabricante da Kopenhagen), ampliou a linha dos chamados funcionais. Para a data não passar em branco para pessoas com alguma restrição alimentar, a empresa tem como sugestões o ovo zero lactose, o ovo diet de 300 g  e uma caixa de bombons também diet.

“Os tabletes 20 gramas diet estão entre os itens regulares mais vendidos. A cada campanha trazemos novos produtos da linha funcional”, conta Felipe Diniz, gerente de produto da Brasil Cacau.

Já a Lacta traz a versão do ovo diet em 215g.

Queridinho dos fãs da Kopenhagen, a linha Língua de Gato traz uma versão também diet. A marca lançou ainda o Kopelhão diet (coelho de chocolate) e colocou na linha 2017  o ovo diet ao leite, ovo zero lactose e uma  lata ovinhos diet. Um ovo amargo com laranja cristalizada e amêndoas promete agradar.

O pioneirismo da Arcor

A Arcor foi a pioneira em explorar o mundo dark. O tablete 70% cacau faz parte da linha regular da empresa há 3 anos, numa aposta, na época, audaciosa. Mas que deu muito certo: a barra está no top 3 dos mais vendidos. Na Páscoa, ele ganha a versão 70%, com  220g.

“Dos fabricantes nacionais, fomos os primeiros a apostar nos tabletes 40%, 55% e 70% cacau. O gosto do brasileiro ainda é mais doce, mas este mercado de amargos vem crescendo. Na Suíça, já representa 35%”, explica Gabriela Bonella, gerente de grupo de produtos da Arcor, com 17 anos de experiência na indústria de chocolate.

“Acredito que este crescimento no consumo de chocolate amargo tem a ver com a informação do cacau ser um produto saudável. As pessoas passaram a apreciar”, afirma o mestre chocolateiro Fabiano Mazza, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Arcor. Mazza, que fez especialização em chocolate na Alemanha e Estados Unidos, lembra que há 2.500 substâncias no cacau e ainda outros benefícios para a saúde  podem ser descobertos.

A Arcor avisa: vem novidade na linha de amargos!

A volta do italiano

Os ovos Baci  Perugina estão de volta às prateleiras no Brasil. No perfil dos amargos, a marca italiana tem o Fondentissimo 70%, com casca Fondentissimo 70%, e três
Baci Fondentissimo 70%.

Baci também traz linha 70%

Consumo moderado

A gerente do Serviço de Nutrição do HCor (Hospital do Coração), Rosana Perim, alerta que, mesmo sendo mais saudáveis, os chocolates meio amargos, assim como todos os outros, devem ser consumidos com moderação, pois em excesso podem contribuir com o aumento do peso.

“O consumo moderado de chocolate é de 30 gramas de chocolate amargo (70% a 90% de cacau) por dia – por conter menores quantidades de gordura e açúcar – além de quantidades significativas de antioxidantes”, diz Rosana Perim.

 

 

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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