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Vendas de veículos para deficientes triplicam no Brasil

Enquanto o mercado de carros novos tem amargado consecutivos resultados ruins ao longo dos últimos quatro anos, as vendas focadas às pessoas com deficiência triplicou. O número de unidades vendidas pulou de 41 mil automóveis em 2012 para 139 mil unidades em 2016. E o ritmo de crescimento é veloz e ultrapassa os 20% ano a ano. Para se ter uma ideia, esse mercado já representa 8,4% do total das vendas brasileiras. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos para Pessoas com Deficiência (Abridef).

“Esse hoje é um nicho muito importante que sustenta as concessionárias”, avaliou Rodrigo Rosso, presidente da Abridef.
Deficientes ou pessoas com dificuldade de mobilidade física têm isenção de ICMS, IPI, IPVA e do IOF no crédito no momento da compra de um carro. O benefício gera um abatimento entre 20% e 30% no preço total do veículo.
“No caso do ICMS, a isenção só é válida para carro de até R$ 70 mil”, detalhou Rosso, para completar: “O crescimento mais forte das vendas desses veículos começou em 2013 quando essa isenção de ICMS foi ampliada para contemplar a pessoa com deficiência não condutora que pode ser, por exemplo, a mãe de uma criança com Síndrome de Down.”
E a lista de patologias incluídas no benefício é extensa – e tem muita gente que não sabe (veja no fim desta reportagem a lista completa). Segundo Rosso, um em cada dois brasileiros se enquadra nos critérios para o uso da isenção. Tendinite crônica e osteoporose, por exemplo, são algumas das doenças que, se comprovadas clinicamente, concedem os benefícios ao comprador.
O processo para a comprovação da doença, que inclui a retirada de uma CNH especial, além de envolver custos demanda tempo e paciência com a burocracia. A entrega do carro também é mais demorada, porque o veículo é faturado diretamente na fábrica e não há pronta entrega, e varia de 15 a 90 dias. Pelos cálculos da Abridef, desde fazer o primeiro exame médico até sentar no volante, o interessado demora pelo menos 180 dias.
“Recomendamos a contratação de um despachante especializado neste tipo de serviço para facilitar os trâmites”, disse Rosso.
Os carros mais vendidos ao deficientes são do Renegade, da Jeep, e o Corolla, da Toyota. As duas montadoras disseram a este blog que dedicam espaços específicos em suas concessionárias e treinam alguns dos funcionários pra fazerem o atendimento sob medida ao público com deficiência.
“Todas as lojas Jeep são acessíveis, assim estamos preparados fisicamente para atendê-los. Todas as lojas também têm vendedores treinados e preparados para este tipo de venda”, disse a Jeep, em nota, acrescentando que as vendas dos veículos para deficientes cresceu nada menos que 200% em todo o grupo FCA (Fiat Chrysler Automóveis) em 2016 na comparação com 2015. “O principal responsável por isso é o Jeep Renegade, que é, disparado, nosso carro-chefe neste segmento”, acrescentou a montadora.
Já na Toyota, só o volume de vendas do Corolla saltou 44% de 2015 para 2016. Para este ano a projeção da empresa é de nova alta de 30% na comercialização deste modelo.
Doenças que dão direto ao desconto para a compra de veículos:
Amputações
Artrite Reumatóide
Artrodese
Artrose
AVC
AVE (Acidente Vascular Encefálico)
Autismo
Alguns tipos de câncer
Doenças Degenerativas
Deficiência Visual
Deficiência Mental (Severa ou Profunda)
Doenças Neurológicas
Encurtamento de membros e más formações
Esclerose Múltipla
Escoliose Acentuada
LER (Lesão por esforço repetitivo)
Linfomas
Lesões com sequelas físicas
Manguito rotador
Mastectomia (retirada de mama)
Nanismo (baixa estatura)
Neuropatias diabéticas
Paralisia Cerebral
Paraplegia
Parkinson
Poliomielite
Próteses internas e externas, exemplo: joelho, quadril, coluna etc.
Problemas na coluna
Quadrantomia (Relacionada a câncer de mama)
Renal Crônico com uso de (fístula)
Síndrome do Túnel do Carpo
Talidomida
Tendinite Crônica
Tetraparesia
Tetraplegia
Fonte: Abridef

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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