sábado , julho 22 2017
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Você sabia que a menopausa pode chegar antes da hora?

Nenhuma mulher, acreditamos, espera ou está preparada para entrar na menopausa precocemente. Ainda mais com planos de maternidade cada vez mais tarde hoje em dia. Mas essa situação pode bater na “porta” de qualquer mulher antes dos 40 anos. Mas calma!!!

As causas são variadas e é importante saber distingui-las. Em alguns casos é possível reverter o problema. Segundo o o médico Sérgio dos Passos Ramos, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), o tipo irreversível é aquele que resulta na falência ovariana prematura (FOP), a perda definitiva da função gondonal (que produz hormônios) e pode atingir outras regiões, como a tireoide e a hipófise, por exemplo.

“Quando reversível, a menopausa precoce é causada por anemia, distúrbios alimentares (como anorexia e bulimia) ou pelo uso de anabólicos”, explica o médico. Nesses casos, o tratamento é direcionado à sua origem; ou seja, é essencial que a mulher volte a ter uma alimentação normal e saudável e/ou pare de consumir substâncias inapropriadas para o ganho de massa muscular.

Ramos comenta que a privação precoce de hormônios femininos resulta em diversos problemas para a saúde da mulher. “Isso acarreta em vários danos, como a osteoporose precoce e problemas relacionados ao colágeno, além de ter uma repercussão negativa sobre a vida sexual. Ou seja, ela sofrerá de um envelhecimento acentuado e acelerado”.

O tratamento vai depender das causas e dos sintomas. No caso da falência ovariana, é necessário se basear nas manifestações que a mulher apresenta, repondo os hormônios que ela deixou de produzir. Nos casos de FOP, é importante lembrar que a reposição não fará com que os óvulos voltem a funcionar.

Por fim, o especialista ressalta a importância de visitas regulares ao ginecologista. “A porta de entrada da mulher no sistema de saúde é por meio da consulta ao ginecologista, com o qual ela deve conversar não apenas sobre questões relacionadas ao sistema genital e sexualidade, mas também sobre tudo o que diz respeito à saúde. O profissional da ginecologia tem a capacidade de realizar o diagnóstico desses problemas e encaminhá-la para outros especialistas”, finaliza.

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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