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7 mitos sobre mau hálito

Se o mau hálito é algo desagradável, tocar no assunto também é. E são vários os mitos, as receitas ditas milagrosas e os velhos hábitos. Para ajudar a esclarecer o assunto, o dentista Alex Haas, mestre e doutor em periodontia e professor adjunto de Periodontia e Implantodontia na UFRGS, explica sobre esses mitos e os segredos para garantir um sorriso saudável e um hálito refrescante.  Veja:

 

1. APENAS A ESCOVAÇÃO É SUFICIENTE PARA ALCANÇAR TODAS A ÁREAS DA BOCA E REMOVER OS GERMES DA BOCA. MITO: A escovação isoladamente não remove milhões de germes. Assim, os que permanecem na boca rapidamente recolonizam os dentes e podem formar a placa bacteriana e a gengivite, responsáveis muitas vezes pelo mau hálito. Para conseguir uma boca limpa de verdade é preciso combinar escovação + fio dental + enxaguatório bucal. O uso da escova + fio dental alcança apenas 25%¹ das áreas da boca, enquanto o uso combinado da escova + fio dental + enxaguatório alcança 100% dessas áreas, eliminando até 99% dos germes que causam gengivite e mau hálito.

 

2. O MAU HÁLITO É UMA DOENÇA.

MITO: O mau hálito não é uma doença, mas ele pode ser um sinal de que algo está errado. Todo mundo pode apresentar mau hálito de tempos em tempos, principalmente, ao acordar, o que é considerado fisiológico. As causas podem estar relacionadas com o biofilme bacteriano acumulado na parte de trás da língua, também conhecido como saburra lingual, além da diminuição da saliva, de alimentos com odores fortes, o fumo, doenças de gengiva, problemas na boca e garganta, além de problemas em outras partes do corpo (que são mais raros).

 

3. BALAS E GOMAS DE MASCAR COMBATEM O MAU HÁLITO.

MITO: Artifícios como balas e gomas de mascar apenas mascaram o problema por pouco tempo pois não atuam na causa do mau hálito. O efeito pode ainda ser contrário. Caso apresentem açúcar, podem agravar o mau hálito através do favorecimento de cavidades de cárie nos dentes, pois estimulam a produção dos ácidos por certos tipos de bactérias que desmineralizam o esmalte dos dentes, além de promover a degradação de restos alimentares, contribuindo para o aparecimento do mau hálito.

 

4. ENXAGUATÓRIO BUCAL COM ÁLCOOL AGRAVA PROBLEMAS DE MAU HÁLITO.

MITO: Os enxaguatórios de antissépticos que contem álcool não contribuem para o mau hálito. Pelo contrario, são capazes de combate-lo. É comprovado que o álcool é seguro e efetivo na diluição dos ingredientes dos enxaguatorios que combatem as bactérias que causam a gengivite e o mau hálito, pois permite uma penetração mais profunda dos óleos essenciais nas camadas mais internas do biofilme. Além disso, o álcool atua apenas como conservante do produto.

 

5. MAU HÁLITO NÃO TEM CURA.

MITO: O mau hálito geralmente está associado com hábitos inadequados de higienização da boca, alimentação e estilo de vida. Atitudes saudáveis e o uso de produtos corretos podem prevenir e resolver o problema. Além da escovação adequada dos dentes e língua, é importante associar o uso de fio dental e complementar com o uso de enxaguatório. A combinação destes três produtos de forma correta é o caminho para quem deseja um bom hálito sempre. O dentista é o profissional que deve ser primeiramente consultado em caso de suspeita ou queixa de mau hálito para que se possa definir se existe necessidade de outros tratamentos.

 

6. GOSTO RUIM NA BOCA É SINAL DE MAU HÁLITO.

MITO: A alteração de paladar nem sempre tem relação com a halitose. Gostos amargos, azedos ou metálicos podem ser sinais de que há algo de errado e que precisa ser avaliado. A recomendação é consultar um dentista para examinar a causa do distúrbio e se for necessário irá encaminhar a um médico especialista.

 

7. O MAU HÁLITO ATINGE APENAS ADULTOS.

MITO: As crianças também podem sofrer com mau hálito. Geralmente, o problema está associado à higiene bucal inadequada, presença de cáries e inflamação nas gengivas. O uso de aparelho ortodôntico também pode contribuir para o mau hálito algumas vezes pois pode dificultar a escovação e aumentar a retenção de alimentos. Outras causas comuns são a respiração pela boca e pouca ingestão de água, pois ambos diminuem a salivação aumentando a chance de aparecer um odor desagradável.

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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