terça-feira , julho 25 2017
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Dicas para ajudar na escolha da pasta de dente

A oferta é grande nas prateleiras quando o assunto é creme dental. O que você considera na hora de escolher o seu? Frescor, cor ou é fiel à marca? Para ajudar na decisão e também tirar dúvidas, preparamos este material, respondido pelo professor doutor Jaime Cury, da equipe Colgate. Aproveite e boa leitura!!

1-Creme dental branco ou colorido têm diferença na sua eficácia?

Não tem diferença em eficácia. O corante não diminui e não aumenta a eficácia de um creme dental tanto do ponto de vista cosmético de limpeza dos dentes quanto terapêutico.


2-O que a pessoa deve levar em conta na hora de escolher um creme de dental?

Em relação ao efeito anticáries, devemos considerar um creme dental fluoretado, pois há mais benefício no controle do problema do que com o produto não fluoretado (sem flúor). Outros itens mais específicos devem ser utilizados de acordo com a necessidade de cada paciente como, por exemplo, creme dental com efeito anti-gengivite, ou clareadores, redutores de hipersensibilidade. Por isso, é muito importante consultar um cirurgião dentista que poderá recomendar o melhor tratamento ou produto para cada tipo de problema.  Essa é a melhor forma de garantir a qualidade da saúde bucal.

3-É preciso ter flúor no creme dental?

De acordo com estudos científicos e recomendação do Ministério da Saúde, é indicado a presença do flúor na composição dos cremes dentais.

4-Para quem tem dentes sensíveis, o creme dental específico vai, de fato, ajudar?

Os cremes dentais especializados em sensibilidade aliviam e reduzem consideravelmente a hipersensibilidade. O que poucos sabem é que a sensibilidade é o 3º problema bucal mais relatado entre os brasileiros. No mercado existe uma linha da Colgate chamada Sensitive Pro-Alívio que contém uma tecnologia chamada Pro-Argin™. Esse produto veda os túbulos dentinários – microcavidades expostas que vão até o nervo do dente – e bloqueia a dor da sensibilidade. Explicando brevemente, a sensibilidade acontece quando o esmalte protetor do dente fica mais fino ou há recessão da gengiva que expõem as cavidades. Sem essa proteção natural, o dente e a raiz ficam em evidência e qualquer contato com o quente, o frio ou o doce podem estimular as terminações nervosas, provocando aquela sensação de choque e desconforto.

5-Creme dental vendido como ação branqueadora consegue cumprir este papel?

Entre a maioria dos produtos disponíveis no mercado, o que se encontra é aquele que reduz as manchas mais superficiais (manchamento dental extrínseco). Para ter um clareamento profundo, nas camadas ainda mais internas dos dentes – causadas por cigarro, corantes, entre outros – é importante que o paciente procure um dentista para que essas manchas mais internas (manchamento intrínseco) sejam tratadas. Hoje, o consumidor também pode obter um resultado mais efetivo com o creme dental Luminous White Advanced, o único que contém peróxido de hidrogênio, o mesmo principio ativo utilizado pelos dentistas para os clareamentos realizados em consultório. Com esse produto, é possível clarear até três tons de forma segura.

6-É mito ou verdade que enxaguar a boca retira o flúor e devemos apenas cuspir a pasta?

Ainda não temos evidências efetivas que comprovem essa teoria.

7-Existem pastas mais ou menos potentes?

O flúor tem um efeito potente no controle da cárie. Não existe nenhum tipo de superioridade entre os tipos de flúor disponíveis no mercado – os tipos disponíveis são o MFP, NaF, SnF2, AmF. Quanto aos demais efeitos como, por exemplo, a redução da placa e a melhoria da gengivite, é importante que se observe a presença de agentes antimicrobianos na composição do creme dental. Na dúvida, vale procurar um cirurgião dentista para que ele ajude a compor o melhor tratamento para uma boca mais saudável.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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