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Estresse deixa banguela igual a atriz Demi Moore? Dentista esclarece

demidentes

Muita gente ficou chocada ao ver imagem da atriz Demi Moore sem dois dentes da frente esta semana. A um programa de TV dos Estados Unidos, o talk-show de Jimmy Fallon, a estrela disse que a perda dentária ocorreu devido a um estresse na carreira.  Será que é só isso mesmo? O cirurgião-dentista e diretor da clínica Ateliê Oral Marcelo Kyrillos esclarece.

Confira abaixo:

O que aconteceu com a Demi Moore, isto pode ocorrer com qualquer pessoa?

A perda dos dentes acontece com uma combinação de variáveis, entre elas o estresse. Este não é o fator preponderante.

Se a pessoa está em um momento de estresse e quebra o equilíbrio das bactérias positivas e negativas que vivem em harmonia dentro da boca, mas tem uma boa higiene e a mordida está equilibrada. Mesmo com essa quebra do equilibrio das bactérias ela não vai perder dente.

Mas se a pessoa com o estresse, passa a apertar mais, a ranger mais, os dentes vão sofrer maior impacto e a mordida vai sofrer uma sobrecarga. E ainda piorar a higienização dela. Ela entra no pior quadro possível: trauma por apertamento e desequilibrio na mordida mais bactéria (porque parou de higienizar) essa combinação é extremamente nociva.

E pode ter perda de dente por gengivite que evolui para uma periodontite.

Como o estresse pode levar à perda de dentes?

Quando acontece uma quebra de equilíbrio entre bactérias que existem na boca, falta da higienização ou trauma por causa da mordida. A gengivite afeta o osso e evolui para a periodontite.

Pelo que parece, a atriz não teve uma periodontite. É provável que estes dentes podem ter passado por tratamento de canal ou coroa. Assim ter uma possível raiz fragilidade e ter acontecido uma fratura e por isso deve ter sido substituído por um implante.

A periodontite afeta vários dentes ao mesmo tempo. Normalmente ele é um caso que envolve um grupo de dente e normalmente com pessoas com péssima higiene bucal, com aquela gengiva doente por uso de drogas por exemplo.

É comum no dia a dia ter pacientes que tenham bruxismo e quebram o dente, por exemplo.
Qual o sinal? O dente amolece antes?

O primeiro sinal para alerta é o sangramento gengival. A gengiva não pode sangrar.

Se uma pessoa, ao passar fio dental, morder uma maçã ou sanduiche, tiver um sangramento, este é o primeiro sintoma de que tem alguma coisa errada ali.

Este é o primeiro sintoma de um problema generalizado.

Com a bactéria do resto de alimento acontece a formação de úlceras na gengiva. Tudo que toca na gengiva, ela sangra.

Se a pessoa não trata, a bactéria evolui e pode afetar o osso. Aí o osso vai sumindo. Por isso o cheiro ruim, que vai entrando na gengiva. Depois forma um tártaro que gruda na raiz do dente e pode afetar o osso, dando início ao mau hálito. O dente vai começando a ter uma mobilidade e evolui para um periodontite, que é este caso mais grave.

Uma fratura não causa um sangramento. O caso da Demi Moore deve ter sido uma fratura.

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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