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Exame de imagem do cérebro ‘fotografa’ depressão

A medicina nuclear e a alta definição de imagens cerebrais já podem ajudar a psiquiatria no diagnóstico de depressão. A novidade foi descoberta nos Estados Unidos, onde especialistas conseguiram registrar, em exames de imagem, determinados padrões de atividade cerebral  quando a depressão está instalada.

Médicos, psiquiatras e cientistas chegaram à conclusão de que, se há uma área afetada em comum em milhares de pacientes com depressão, por exemplo, com as mesmas áreas atingidas, uma pessoa sem sintoma algum pode vir a ter depressão em algum momento.

O nome comercial do exame é Cerescan,  mas a técnica, em inglês, se chama SPECT (Single Photon Emission Computed Tomography), que usa as informações capturadas a partir da varredura do cérebro “para identificar as causas subjacentes de uma ampla gama de distúrbios à base do cérebro, desde depressão e transtorno bipolar para doenças e lesões cerebrais da doença de Alzheimer”, atesta o médico Gregory Hipskind, especialista em neuroimagem, responsável pela empresa Ceremetrix, em Denver, Colorado, nos EUA.

Segundo o especialista, é possível detectar condições neurológicas de pacientes com traumatismo, demência, AVC e também verificar localização pré-cirúrgica.

spect2 (da esquerda para a direita: ressonância magnética, tomografia e um Spect feito em um cérebro)

 

O exame é diferente da ressonância magnética e tomografia computadorizada, que mostram informações precisas sobre as anormalidades da estrutura anatômica do cérebro. No caso da SPECT, as imagens mostram como o cérebro está realmente trabalhando. De acordo com o especialista, em muitos casos, a estrutura do cérebro pode ser normal, enquanto que o funcionamento desse mesmo cérebro é anormal. A fim de saber ao certo o que é, e o que não está funcionando corretamente em seu cérebro, um médico deve ser capaz de vê-lo. Isto é o que os métodos de imagem especializadas do CereScan fazem.

O exame consegue identificar as áreas do cérebro que estão e não estão funcionando corretamente. Sua abrangência atinge até 160 regiões do cérebro. Desta maneira, ajuda o médico a fornecer os tratamentos com o melhor benefício possível.

A tecnologia não é a única forma de fechar o diagnóstico. Cada paciente é submetido a uma extensa entrevista clínica e avaliação. Uma história médica completa é tomada e todos os diagnósticos anteriores são registrados. Todos os sintomas prévios, medicamentos anteriores e atuais, histórias de família e lesões prévias e eventos são reunidos e levados em conta. Além disso, um ou dois breves testes neuropsicológicos são aplicados.

Tudo isso vai se somar a um relatório final.

Ainda não notícias de disponibilidade no Brasil. Mas esperamos que não demore!

 

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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