quinta-feira , outubro 19 2017
Home / Síndromes / Guillain-Barré: Onde foi parar minha força ?

Guillain-Barré: Onde foi parar minha força ?

Era uma sexta-feira e fui pegar minha filha mais velha na escola e atravessando o farol de frente a escola ele fica amarelo com eu estando no meio da rua, então eu começo a correr para não atrapalhar o transito e foi nesse momento que uma sensação nunca experimentada antes ocorreu: minha perna esquerda falhou em correr e o comando que eu havia dado pra perna correr fez com que eu quase fosse parar no chão.

Poderia pensar tropecei em alguma coisa, mas não foi isso e sim o meu passo falhou e foi a partir daí que minha desconfiança que não era simplesmente uma problema muscular me despertou para talvez algo mais grave e desconhecido até então para mim.

Mas um outro sintoma já vinha me seguindo uma semana antes que era um formigamento que havia iniciado na ponta dos dedos do pé esquerdo constante e que havia espalhado e aumentado em intensidade para todo o pé esquerdo e panturrilha e depois passou para o lado direito também.

Esse é o meu breve relato que se formos analisar com a literatura existente sobre a síndrome foi um modo “clássico” dela se manifestar com perca da forca e/ou sensibilidade dos membros inferiores que foi progredindo para os membros superiores.

Depois de muito participar de grupos no Facebook e inclusive Whatsapp ouvindo e ajudando muitos outros amigos com essa síndrome ficou para mim claro que esse modo como a síndrome se apresentou para mim não é definitivamente o único modo que ela se apresenta para todos. Existem casos que começaram por membros superiores, uns com ou sem perda de sensibilidade e uns com dor outros sem dor. Os detalhes quanto a perca de sensibilidade, início de perda de força nos membros inferiores ou superiores, com ou sem dor permite diversas combinações de caso dentro da mesma síndrome. Mas um sintoma é unanime, todos tiveram perca do movimento (ou se preferir força) dos membros em pouco tempo.

Esse quadro de perca de força pode levar algumas poucas semanas gradualmente (no meu caso foi uma semana) ou pode ser uma questão de minutos levando o paciente do seu lugar de trabalho a uma UTI rapidamente.

Um conselho que dou é se começar a sentir pressão, formigamento, dor nas extremidades ou dos membros inferiores ou superiores e logo em seguida começar a ter perca de força (movimento) não conseguindo mexer o membro procure rapidamente uma emergência de um hospital pois pode ser a síndrome.
Muitos podem se perguntar, mas não é possível diagnosticar antes essa síndrome? A resposta é não.

Existem algumas doenças que costumam preceder essa síndrome que são infecções por Epstein Barr, Citomegalovirus, HTLV, HIV, Campylobacter (que causa gastroenterite aguda) e um estudo recente da UFRJ de 2010 revelaram que uma porcentagem dos casos de dengue desenvolveram a síndrome além dos casos recentes do Chikungunya e Zika vírus na Bahia que fez com que os hospitais reservassem leitos para os casos.

No nosso próximo encontro vou discutir um pouco quais são as complicações que a síndrome traz durante a fase aguda e os tratamentos existentes para parar o sistema imunológico de continuar a atacar os nervos do paciente e muito obrigado por visitar a Página da Saúde.

Fontes:

Wikipedia | UOL | FAPERJ

Comentários

Sobre Leandro Conde Trombini

Veja Também

Cadeira de Rodas

Guillain-Barré: Uma breve história

Olá leitores do Página da Saúde. Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de estar escrevendo …