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Brasil mais perto de produzir remédio à base de maconha

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Uma start-up do ramo farmacêutico, voltada para desenvolvimento e pesquisa de remédios feitos à base de Cannabis, recebeu recentemente o primeiro lote de 10 kg de matéria-prima. O processo de importação levou cerca de 3 meses.

A matéria-prima que chegou ao Brasil nesta semana é composta por flores de plantas do gênero Cannabis ricas em canabidiol (CBD), que têm sido utilizadas para o desenvolvimento de medicamento para o tratamento de casos de epilepsia que não respondem aos remédios convencionais.

Atualmente, no Brasil, o composto é usado no tratamento de crises epilépticas e a importação é feita através de uma regra especial somente para os casos graves.

Segundo Caio Abreu,  diretor-executivo da start-up Entourage Phytolab e da Bedrocan Brasil – responsável pela importação da matéria-prima, a equipe está otimista. O próximo passo será  iniciar a produção do extrato rico em CBD. Esta etapa inclui extração, padronização da formulação e testes de estabilidade.

Os testes em animais e pacientes devem ocorrer em outra etapa da pesquisa. A estimativa, diz Caio Abreu, é que isto aconteça em 2017. Há expectativa de registro do medicamento em 2018.

– A meta é pedir o registro do medicamento para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em até dois anos – diz o diretor-executivo.

Neste mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu derivados da canabidiol na lista de substâncias psicotrópicas vendidas no Brasil com receita do tipo A, específica para entorpecentes. A norma permite que empresas registrem no Brasil produtos com canabidiol e tetrahidrocannabinol como princípio ativo, passo necessário para a venda de remédios.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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