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Brasil participa de testes de novo remédio para Alzheimer

Hoje, 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, Käre Schultz, presidente mundial do laboratório farmacêutico dinamarquês Lundbeck, reuniu-se em São Paulo com médicos-pesquisadores brasileiros ligados à área de neurologia e de psiquiatria. É a primeira vez que ele vem ao Brasil — país que ele considera como um dos principais mercados da companhia. O tema do encontro foi discutir os rumos de um estudo internacional que avalia a eficácia de um novo medicamento para tratar Alzheimer.

Participou do encontro  com o executivo o neurologista Paulo Bertolucci, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador no Brasil de um estudo clínico internacional.

A previsão é que até o fim do ano os efeitos da nova droga, chamada idalopirdina, no tratamento de pessoas que têm Alzheimer. A substância ainda está em fase de testes. Mas nestes testes já existem pacientes fazendo uso do remédio.

No Brasil,  participam desse estudo 12 centros de pesquisa médica e 60 pacientes. No mundo todo a pesquisa prevê a participação de cerca de 2.500 pacientes. Estima-se que 1,2 milhão de brasileiros têm esse tipo de demência, enquanto que no mundo a população de portadores de Alzheimer soma cerca de 46,8 milhões de pessoas.

Fundada em 1915, a farmacêutica Lundbeck concentra sua atuação na pesquisa de tratamentos para Alzheimer, depressão, dependência ao álcool, transtorno bipolar, epilepsia, doença de Parkinson, esquizofrenia e doença de Huntington.

DOENÇA SILENCIOSA

A doença, degenerativa, atinge regiões responsáveis por memória e por outras funções cognitivas. Não há cura. O Alzheimer causa alterações de memória e de personalidade, dificuldade em se comunicar ou executar simples tarefas simples do dia a dia, como pentear os cabelos, vestir uma roupa com botões ou até encontrar um caminho pelo qual se passa com frequência.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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