terça-feira , julho 25 2017
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Conheça os sinais do seu corpo quando a tireoide não vai bem

Manter as atividades do corpo em pleno equilíbrio. Este é o papel da tireoide, glândula com múltiplas funções que orquestra o funcionamento do organismo. Ela fabrica hormônios que regem o trabalho de todas as células, modulando o ritmo metabólico e as funções de vários órgãos. Em resumo, ela acelera ou freia várias atividades do organismo, produzindo mais ou menos T3 (triiodotironina) e T4 (tetraiodotironina). Quando estes hormônios estão em níveis altos, ficamos acelerados, e, em níveis baixos, ficamos mais lentos.

Estima-se que as doenças relacionadas à tireoide já atingem 10 milhões de brasileiros, sendo mais prevalente na população feminina. O problema é que, como em quase todas as doenças, as disfunções tireoidianas não apresentam sintomas exclusivos. Mas, então, como identificá-las? “Existem alguns sinais gerais que indicam um possível desequilíbrio da glândula”, afirma a médica Regeane Cronfli, endocrinologista do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo. “É importante saber interpretá-los e consultar um médico para que ele indique exames e realize um diagnóstico certeiro sobre sua saúde”, recomenda.

Fique atento aos sinais!

Sistema nervoso: irritabilidade, insônia ou sonolência, agitação psicomotora ou déficit de atenção e da capacidade de concentração, além de falta de memória.

Coração: aceleração dos batimentos cardíacos, arritmias, elevação da pressão arterial, respiração mais curta e mais rápida, calor ou frio excessivos.

Prisão de ventre: dificuldades de digestão, além de aumento ou diminuição do número de evacuações.

Pele e cabelos: pele quente e ressecada, sudorese excessiva, unhas e cabelos quebradiços e secos.

Aparelho reprodutor: excesso de urina, irregularidades menstruais e infertilidade.

Exames específicos

Embora o corpo se manifeste, é preciso fazer exames para comprovar o diagnóstico. Os mais indicados são exames de sangue, ultrassom e, em casos mais específicos, recomenda-se uma biópsia da tireoide. “Eles permitem avaliar o tamanho da glândula, a presença de nódulos ou tumores e a quantidade dos hormônios T3, T4 e TSH no corpo que refletem no funcionamento adequado do metabolismo”, explica a endocrinologista.

Lembre-se: consulte sempre um especialista!

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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