sábado , julho 22 2017
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Estudo comprova melhor controle de diabetes com uso de insulina degludeca

A farmacêutica Novo Nordisk acaba de anunciar os resultados de um estudo que compara duas insulinas basais – Tresiba (insulina degludeca 100 U/mL) e insulina glargina U100 – em adultos com diabetes tipo 2 com alto risco de doença cardiovascular. Os resultados do estudo, que envolveu 7.637 pessoas com diabetes tipo 2 acompanhadas por aproximadamente dois anos (sendo 303 brasileiros, em 10 centros de pesquisa), foram apresentados com exclusividade na 77ª edição das Sessões Científicas da American Diabetes Association (ADA) e publicados simultaneamente no New England Journal of Medicine.

Os resultados mostraram uma redução significativa na taxa de hipoglicemia grave (40%) e noturna (53%) com Tresiba versus insulina glargina U100 (ambos p <0,001). Além disso, análises mostraram níveis significativamente mais baixos de glicemia de jejum naqueles tratados com Tresiba após 2 anos em comparação àqueles tratados com insulina glargina U100.

De acordo com o endocrinologista Freddy Goldberg Eliaschewitz, a hipoglicemia não é apenas um incômodo que o paciente com diabetes sente. Ela é um fator de risco da doença e a principal barreira para que o indivíduo consiga alcançar o controle metabólico de seu organismo. É por isso que os resultados são relevantes. Além de ser um estudo com baixa taxa de abandono, comprovou que a insulina degludeca é eficiente na redução de casos de hipoglicemia e na consequente diminuição de complicações cardiovasculares nos pacientes”

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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