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Homens têm mais medo de ficar impotente do que infartar, revela pesquisa

O medo de perder o desejo sexual e de ficar impotente é maior que o de sofrer um infarto para a maioria dos homens. Uma pesquisa recente, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em parceria com a farmacêutica Bayer, com 2.000 homens em todo o país, revela que entre as preocupações masculinas ligadas à saúde, as que mais afligem os homens é a impotência sexual e a perda de libido. Doenças cardiovasculares ou câncer de próstata foram apontadas pelos entrevistados em um percentual menos expressivo.

Mesmo com todos estes medos e receios, boa parte dos homens “foge” de uma consulta médica de rotina. E quando fazem exames periódicos, a dosagem hormonal costuma ficar fora da lista. Este cenário ajuda a explicar o porquê de muitos brasileiros não relacionarem a obesidade (acompanhada daquela famosa barriga de chope) à baixa testosterona. A pesquisa mostra ainda que cerca de 83% dos homens maduros (50 aos 70 anos) não relacionaram a obesidade à condição e, entre os mais jovens (18 aos 22 anos), o número sobe para 89%.

A pesquisa da Bayer foi realizada com 2.000 homens de sete capitais (Belo Horizonte, Campo Grande, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília). Ainda segundo o estudo, a maior parte da população masculina credita a redução de testosterona  à falta de qualidade de vida, ao excesso de trabalho e ao estresse do dia a dia. A obesidade, um dos possíveis fatores relacionados ao hipogonadismo, é o  menos citado.

 

Entre os impactos negativos que a obesidade pode causar à saúde do homem, estão o maior risco de aterosclerose, diabetes, síndrome metabólica, doença hepática gordurosa não alcoólica, problemas cardíacos e disfunção erétil (popularmente chamada de impotência sexual), o que prova que a doença representa um sério fator de risco para a redução da qualidade e da expectativa de vida.

“Estar fora do peso é um risco para a saúde dos homens, pois pode desencadear várias doenças como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, bem como influenciar no surgimento do hipogonadismo em homens maduros, isso porque, o excesso de tecido adiposo altera o funcionamento da hipófise e dos testículos, inibindo a produção da testosterona. Esse quadro é mais acentuado a partir dos 45 anos”, reforça o urologista Archimedes Nardozza Jr., presidente da SBU.

A queda da testosterona traz diversos problemas aos homens e prejudica diretamente a qualidade de vida ao provocar alterações de humor, cansaço, sensação de perda de energia e diminuição das massas óssea e muscular. Além disso, afeta também a vida sexual ao diminuir a libido e desencadear a disfunção erétil, o que é uma preocupação para um número significativo de homens. Entre os mais jovens (18 a 22 anos), 26% se preocupam com a impotência sexual e a perda de libido. Já entre os mais maduros (50 a 70 anos), esse número sobe para 32%.

Um dado importante: um estudo publicado neste ano no International Journal of Obesity avaliou prospectivamente 411 homens com baixa testosterona e obesos que foram tratados com reposição hormonal, durante um período de 8 anos. O resultado foi perda de peso na maioria.  A reposição de testosterona em homens nesta condição tem como objetivo normalizar os níveis hormonais e controlar sintomas relacionados. Segundo o médico e pesquisador Farid Saad, diretor da área de Andrologia da Bayer na Alemanha, “a reposição de testosterona em pacientes com hipogonadismo em longo prazo foi associada com aumento de massa magra, redução de peso e da circunferência abdominal.”

Lembre-se: consulte sempre um especialista!

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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