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Hospitais privados apostam em cardápios personalizados

Dietoterapia: refeição da Beneficência Portuguesa
Dietoterapia: refeição da Beneficência Portuguesa

As doenças, tratamentos medicamentosos, mudanças nos hábitos alimentares, estar fora de casa e falta de apetite são algumas razões que levam o paciente a rejeitar a comida oferecida durante internação, e desafiam a equipe de nutrição de um hospital. E se você tem em mente que comida de hospital é aquela refeição sem sabor, uma canja sem cor, é hora de rever seu conceito. Hoje, a nutrição hospitalar está aliada à gastronomia. E a comida passou a fazer parte do tratamento e está parecida com a servida em um bom restaurante.

As refeições vêm com entrada, prato principal, sobremesa e suco.

“São mudanças na apresentação, na forma de preparo e também permitir que o paciente escolha o que comer  que estimulam a alimentação durante o período de internação”, conta Weruska Barrios, nutricionista da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo.

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Na BP, um dia antes o paciente já escolhe o cardápio, que combina sempre carboidrato + proteína + fibra. Arroz, feijão, carne assada e ninho de legumes estão no gosto dos adultos.  “O peixe à portuguesa, com pimentões coloridos, azeite e batatas, também é muito bem aceito”, detalha Weruska.

Já na pediatria da BP, o nugget de peixe assado com batatinha faz sucesso entre os pequenos.

Para quem faz tratamento de câncer e em algum momento fica mais difícil a ingestão de  certos alimentos, como sopas quentes, existem pratos preparados para esta fase. “São comidas mais úmidas, servidas em temperatura ambiente, como uma batata recheada”, complementa Weruska.

No Hospital Israelita Albert Einstein, as preparações seguem receitas da culinária brasileira e internacional. Entre os os pratos mais aceitos estão a moqueca de Saint Petter com farofa rica e arroz, o salmão com crosta de quinoa e purê de batata doce roxa. E tem até feijoada no cardápio, sem carne de porco, conforme preceitos judaicos.

Comfort Food

Segundo Thaís Eliana Lima, nutricionista do Einstein, “a gastronomia abraça o conceito de desfrutar o melhor da alimentação, desde sua preparação até o serviço, considerando produtos frescos, muitas vezes receitas simples (comfort food – termo usado em inglês para se referir ao sabor de comida caseira), mas de grande significado para o paciente, que se sente acolhido quando suas preferências alimentares são atendidas.”

 

Já no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o paciente internado recebe uma visita de admissão da nutricionista onde é verificado o seu hábito alimentar e suas preferências para adequação da alimentação.

Adaptações na dieta são realizadas de acordo com preferências e hábitos alimentares, como inclusão ou substituições de alimentos regionais, alteração de consistência, inclusão de alimentos específicos e diferenciados.

De acordo com a dieta prescrita, os pacientes com dieta geral, branda, diabetes e com restrição de alimentos crus, recebem um cardápio de opção para escolha das refeições principais. Para os demais pacientes com dietas restritas, há um cardápio semanal diversificado, que também é adequado de acordo com as preferências.

O hospital conta com um chefe de cozinha experiente na área e formado em gastronomia, responsável pela elaboração dos cardápios em conjunto com a nutricionista. Atualmente, está cursando a graduação em nutrição a fim de agregar conhecimento na área de atuação.

As refeições preparadas são porcionadas em louça de porcelana e os talheres utilizados são em aço inox.

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