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Hospital promove palestra sobre depressão ao vivo via Facebook

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Nesta sexta-feira, dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde de 2017, o psiquiatra Claudio Duarte, do Hospital Santa Mônica e Diretor da Unidade Integrativa Santa Mônica, realizará uma palestra ao vivo pelo Facebook, às 12h, sobre Depressão. Para se inscrever, basta clicar ou digitar  o seguinte endereço:  https://www.facebook.com/events/1830858810513480/

O Hospital está participando da campanha lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que tem como lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”, em português). A  iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la.

Entenda a doença

Muitas vezes, a questão da depressão é agravada por falta de procura de tratamento, pela ausência de informação ou ainda pelo subdiagnóstico de médicos em atenção primária. Dados recentes apontam que entre 30% a 60% de casos não são detectados dentro de um consultório. E o preconceito ainda é muito presente. Há quem diga que “depressão não é doença” ou “depressão é frescura”. Não! Depressão é doença e tem tratamento. E o melhor: tem cura.

“A depressão é uma doença que deve ser tratada com atenção e o mais rápido possível. A família tem papel central na recuperação do indivíduo. As pessoas precisam entender que o depressivo não é alguém preguiçoso ou que está tentando testar o limite das pessoas”, explica Ana Café, psicóloga e coordenadora do Núcleo Integrado.

Não se compreendem ao certo, atualmente, quais alterações corpóreas/cerebrais levam à depressão, mas sabe-se que sua gênese é multifatorial. “A hipótese ainda mais aceita para explicar os mecanismos neurobiológicos desse problema está relacionada a uma diminuição da quantidade de substâncias cerebrais, chamado de neurotransmissores, em algumas regiões específicas, chamadas de sinapses”, explica o psiquiatra Rodrigo de Almeida Ramos, diretor do Núcleo Paulista de Especialidades.

Outras causas têm ganhado força em pesquisas recentes como a redução do chamado Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF), proteína relacionada à maturação e diferenciação (especialização) das células do cérebro, os neurônios. Essa redução estaria relacionada à diminuição de áreas encefálicas como o córtex cerebral e o hipocampo, presente em pacientes deprimidos. Vem crescendo em importância, ainda, a relação desta doença com alteração de mecanismos inflamatórios.

Há ainda um certo consenso de que dois fatores em conjunto – a vulnerabilidade genética e um evento desencadeante – acabam por desenvolver a depressão. A vulnerabilidade genética é uma determinada combinação de genes que faria do indivíduo um candidato a desenvolver depressão. Na presença de um fator desencadeante, esses genes se tornariam ativos e a doença se instalaria.

“Assim ocorre na depressão. Acredita-se que algumas pessoas são mais vulneráveis à sua instalação. Outras não nascem com essa característica hereditária.  Essa é a razão da diferença populacional entre pessoas que deprimem com facilidade e pessoas que vivenciam situações muito adversas e ainda assim não deprimem”, esclarece o psiquiatra Rodrigo de Almeida Ramos.

Como fator desencadeante, o médico cita o uso de medicações, procedimentos cirúrgicos, derrames, mudança hormonal, algumas doenças e estresses psicológicos. Indivíduos que experimentam mudanças importantes no padrão de vida como divórcio, luto, aposentadoria ou desemprego podem responder com quadros depressivos.

 

Lembre-se: consulte sempre um médico!

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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