quarta-feira , agosto 23 2017
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Judicialização na saúde “esquenta” debate durante fórum pelo acesso a medicamentos

Em um auditório repleto de representantes da indústria farmacêutica, de secretarias de saúde, de governo federal, médicos, enfermeiros, associações de pacientes, o Fórum Einstein Pelo Acesso a Medicamentos,  realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein na última quarta-feira, na capital paulista, teve como ponto alto o debate da judicialização para fornecimento de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No estado de São Paulo, por exemplo, a Secretaria Estadual de Saúde atende a mandados judiciais e tem que fornecer itens sem conexão com tratamento médico de pacientes, como absorvente feminino, achocolatados, amido de milho, hidratantes, pilha alcalina, suco de soja, água de coco, álcool gel e até enxaguante bucal.

Uma representante da pasta estadual questionou o porquê de uma sentença judicial para o governo comprar determinada marca de fralda e “danoninho”. A juíza titular da 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi,  respondeu que o Poder Judiciário está para atender a causa pública e que toda demanda que é julgada vem com parecer médico.

A juíza disse ainda que espera contar com a sensatez do médico de que o prescrito é importante e pode melhorar a qualidade de vida do paciente. E sugeriu que os médicos contribuam de forma mais incisiva nestes casos, já que não há varas judiciais para julgarem apenas as questões de saúde.

Antes, a primeira mesa do fórum abordou acesso e qualidade de medicamentos. Na sequência, profissionais debateram sobre o papel da indústria e de agências reguladoras.

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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