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Medicamento pode reparar danos causados pela esclerose múltipla, diz estudo

Os resultados de um estudo divulgado na semana passada trazem uma boa notícia para pacientes com esclerose múltipla.  A esclerose múltipla é uma doença autoimune, inflamatória do sistema nervoso central. É crônica, ou seja, sem cura. Mas pode ser controlada.

O estudo foi proposto para avaliar o medicamento opicinumabe como terapia complementar em investigação, sendo utilizado em pessoas com esclerose múltipla recorrente-remitente (pessoa tem surtos de recuperação rápida).  Resultados preliminares do estudo, de nome Synergy, divulgados pela farmacêutica Biogen, apontam um aumento do efeito clínico do opicinumabe versus placebo (quando utilizado concomitante injeções intramusculares de betainterferona 1a). Mas isso  em pacientes que apresentam períodos mais curtos de doença nos quais a ressonância magnética revelou determinadas características de integridade e preservação cerebrais, que sugerem um substrato capaz de reparar  as lesões de EM, através da remielinização.

“Como parte do nosso compromisso com a comunidade de EM, a Biogen continua se dedicando ao tratamento da doença e a investir na pesquisa de última geração para compreender o potencial terapêutico de reparar os danos causados pela EM”, disse Marcelo Gomes, Diretor Médico da Biogen no Brasil.

Este estudo avaliará o opicinumabe como terapia complementar em pacientes que estão adequadamente controlados por sua terapia anti-inflamatória modificadora da doença.

46% desconhecem a doença

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pela Roche Farma Brasil, mostrou que 46% dos brasileiros não conhecem a doença.  O desconhecimento é tanto que, ao serem questionados, quase metade dos
entrevistados não soube relacionar nenhuma palavra à doença. A falta de debates sobre a esclerose múltipla e seus sintomas é um dos principais fatores que geram desinformação, o preconceito e ainda dificultam o diagnóstico precoce, importante para que a doença não se agrave.

 

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Sobre Jaqueline Falcão

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Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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