sábado , novembro 25 2017
Home / Tratamentos / Mitos e verdades sobre o balão gástrico, usado para emagrecer

Mitos e verdades sobre o balão gástrico, usado para emagrecer

Balão gástrico
Balão gástrico

O médico  Eduardo Grecco esclarece alguns mitos e verdades sobre o uso do balão gástrico, uma das formas de tratamento da obesidade. Lembre-se: apenas um especialista vai indicar o melhor tratamento para você:

  • O balão gástrico alarga o estômago deixando-o maior após a retirada.

MITO – O estômago possui um tamanho único. Vai manter seu tamanho com ou sem balão.

 

  • O uso do balão machuca a parede do estômago e provoca gastrite.

VERDADE – O balão é um corpo estranho. Ele em contato com a mucosa pode gerar irritação. Porém, está indicado o uso associado de protetor gástrico do tipo omeprazol que vai proteger e evitar a gastrite.

 

  • O balão murcha com o tempo.

MITO – Não. Após o preenchimento, o balão vai manter seu tamanho até a retirada.

 

  • Se o paciente ingerir muita comida o balão murcha e o estômago se acostuma com o excesso de alimento.

MITO – Balão não murcha. Após três meses de tratamento existe uma maior adaptação ao balão. Portanto é importante realizar o procedimento com equipe multidisciplinar e que tenha acompanhamento contínuo do paciente para orientar de forma adequada e manter a perda de peso.

 

  • O paciente consegue deslocar o balão para um único lado do estômago e ingerir mais comida.

MITO E VERDADE – O balão fica palpável. Existe uma manobra para mobilizar o balão em caso de impacto, mas realizada somente por médicos. O paciente não consegue mobilizar a ponto de aumentar sua capacidade de ingestão.

 

  • Por conta de náuseas posso expelir o balão durante o vômito.

MITO – Não tem como o balão sair do estômago e subir e passar pelo esôfago.

 

  • O balão pode escorregar e obstruir o intestino.

VERDADE – Se o balão vazar ou furar por algum motivo e, geralmente isso pode ocorrer quando a pessoa passa do prazo de retirada do seu balão em 6 meses, pode migrar do estômago e ir parar no intestino. Porém, se o balão vazar o paciente terá um sinal: sua urina ficará esverdeada pois o balão é preenchido com soro fisiológico acrescido de azul de metileno que é um marcador. Nesse caso temos a segurança da retirada do balão em até 48 horas impedindo a migração pro intestino.

 

  • O balão de ar provoca muitos gases.

MITO – Não, pois o ar fica dentro do balão e não fora. Nos dias iniciais, o paciente tem um acúmulo de ar, pois existe uma dificuldade inicial até mesmo na passagem do ar para deglutir, mas fator que se estabiliza em uma semana.

 

  • Refrigerante pode corroer o balão.

MITO – Inclusive o refrigerante é utilizado nos dois dias finais anteriores ao procedimento de baião para melhorar e impedir que fiquem resíduos aderidos ao balão. Porém o refrigerante fica proibido durante todo o tratamento, pois ele faz mal à saúde e engorda.

 

10 – Quem tem balão não pode ingerir comida quente.

MITO – Pode sim. Quem tem balão pode levar uma vida normal. Só não pode comer muito e de forma errada.

 

Sobre o Dr. Eduardo Grecco

O Dr. Eduardo Grecco é graduado pela Faculdade de Medicina do ABC com residência médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência. Possui pós-graduação em Endoscopia Gastrointestinal e Broncoesofagoscopia pela USP – Universidade de São Paulo e título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endoscopia. Atualmente é parte do corpo clínico do Hospital Estadual Mário Covas e gastrocirurgião e endoscopista da Clínica Nomina, além ser membro do corpo docente da Faculdade de Medicina do ABC.

Site: www.institutoendovitta.com.br

Comentários

Sobre Jaqueline Falcão

mm
Jornalista por paixão e formação, Jaqueline Falcão escreve sobre saúde desde 2001. Começou no Diário Popular como repórter, foi editora de Saúde do Diário de São Paulo. Depois, foi transferida para o jornal O Globo, sucursal São Paulo, onde permaneceu por 7 anos. A ideia de criar o "Página da Saúde", voltado para falar de tratamentos, descobertas da medicina, qualidade de vida, foi a vontade de ter mais liberdade para falar saúde em seus diversos aspectos para pessoas que cada vez mais buscam informação de credibilidade. E para isso está sempre em coletivas, seminários e congressos médicos para trazer as novidades. Na Europa e Estados Unidos, participou de coberturas em congressos e seminários sobre os temas tabagismo, câncer, esclerose múltipla, pesquisa clínica, saúde masculina, saúde feminina, depressão, vacinas e patentes. Entre os cursos e workshops na área de jornalismo de saúde, destaque para ressuscitação cardiopulmonar, infarto, câncer de pele, tabagismo, pesquisas clínicas no Brasil e no Mundo, lançamentos de novas classes de medicamentos, realizados em instituições como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas, Universidade de São Paulo, Unicamp, Tufts University (Boston - EUA), UC San Diego, Inter American Press Association (IAPA) e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Veja Também

fernandavarella

Artigo: O prazo de carência e as internações de urgência e emergência

* Por Fernanda Varella A Lei Federal nº 9.656/98, que dispõe sobre os planos e …