Calor extremo exige atenção redobrada ao coração, alerta InCor

Altas temperaturas sobrecarregam o sistema cardiovascular e aumentam riscos, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas

Atualizado em 20/01/2026 às 17:01, por Jaqueline Falcão.

homem com mão no peito

É preciso cuidar da saúde do coração

As ondas de calor que atingem São Paulo e outras regiões do país vão além do desconforto e representam um risco real à saúde do coração. Segundo especialistas do Instituto do Coração (InCor), o calor intenso obriga o organismo a trabalhar mais para regular a temperatura, o que pode provocar desidratação, queda da pressão arterial e sobrecarga do sistema cardiovascular.

Em ambientes muito quentes, o corpo ativa mecanismos como vasodilatação e sudorese para dissipar calor. Esse processo exige maior esforço do coração para manter a circulação adequada e, em casos extremos, pode causar tontura, náusea, dor de cabeça, confusão mental e até desmaios. Pessoas com doenças cardiovasculares, além de idosos e crianças, estão entre os grupos mais vulneráveis.

“Em pacientes cardíacos, essas alterações podem agravar sintomas e aumentar o risco de falta de ar, palpitações, infarto ou AVC”, alerta o Prof. Dr. Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do InCor.

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Para reduzir os riscos, o InCor recomenda manter a hidratação constante, optar por refeições leves, evitar atividades físicas nos horários mais quentes do dia, usar roupas leves e observar sinais de alerta, como cansaço excessivo e tontura. Diante de sintomas persistentes, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.