Menopausa e calor: combinação que exige atenção à saúde vascular
SBACV alerta que alterações hormonais associadas às altas temperaturas aumentam o risco de desidratação, vasodilatação e oscilações da pressão arterial no verão
Mulheres precisam ficar atentas à saúde
Ondas de calor cada vez mais intensas e prolongadas trazem desafios extras à saúde das mulheres na menopausa. A combinação entre altas temperaturas e alterações hormonais típicas dessa fase da vida pode aumentar significativamente o risco de complicações vasculares, muitas vezes de forma silenciosa. O alerta é da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), que chama a atenção para a maior ocorrência de episódios de vasodilatação, desidratação e oscilações da pressão arterial nesse período, especialmente durante o verão.
A menopausa, que marca o fim definitivo do ciclo reprodutivo feminino e geralmente acontece entre os 45 e 55 anos, é reconhecida como um processo natural do organismo. No entanto, seus efeitos podem ser potencializados pelas altas temperaturas, quando o corpo já está submetido a um esforço adicional para regular a própria temperatura, o que exige ainda mais atenção à saúde vascular.
“A interação entre deficiência estrogênica e estresse térmico torna as mulheres menopausadas particularmente vulneráveis a complicações cardiovasculares silenciosas, reforçando a necessidade de avaliação individualizada e estratégias preventivas, como controle rigoroso dos fatores de risco e orientação sobre hidratação e exposição ao calor”, explica o Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) Nacional.
Os impactos da menopausa também se refletem no bem-estar emocional e social. O estudo Menopause Experience & Attitudes 2025, realizado em seis países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos e México), aponta que as brasileiras estão entre as mulheres que mais sofrem com os efeitos do período, com relatos frequentes de ansiedade, depressão e prejuízos à vida profissional.
Devido à queda na produção de estrogênio para as mulheres nessa fase da vida, o hormônio que exerce papel protetor sobre o sistema vascular, associado ao calor intenso, cria um cenário favorável ao surgimento de infarto, AVC e trombose venosa.
Veias dilatadas, pernas inchadas e risco de trombose
O calor provoca vasodilatação, especialmente nas veias das pernas, favorecendo inchaço, sensação de peso e dor ao final do dia — sintomas comuns em mulheres na pós-menopausa com insuficiência venosa.
A associação entre estase venosa e desidratação, frequente no verão, aumenta a viscosidade do sangue e o risco de trombose venosa profunda, principalmente em mulheres com fatores de risco como obesidade, sedentarismo, histórico familiar ou uso de terapia hormonal. Em casos mais avançados, podem surgir alterações da pele e dificuldade de cicatrização.
Veias dilatadas, pernas inchadas e risco de trombose
O calor provoca vasodilatação, especialmente nas veias das pernas, favorecendo inchaço, sensação de peso e dor ao final do dia — sintomas comuns em mulheres na pós-menopausa com insuficiência venosa.
A associação entre estase venosa e desidratação, frequente no verão, aumenta a viscosidade do sangue e o risco de trombose venosa profunda, principalmente em mulheres com fatores de risco como obesidade, sedentarismo, histórico familiar ou uso de terapia hormonal. Em casos mais avançados, podem surgir alterações da pele e dificuldade de cicatrização.
Artérias sob estresse no calor
A perda de líquidos pelo suor pode causar instabilidade da pressão arterial e reduzir a circulação nos membros inferiores. Em mulheres com aterosclerose silenciosa, isso pode intensificar sintomas como dor nas panturrilhas ao caminhar e menor tolerância ao esforço.
Assim como ocorre com as doenças cardíacas, o verão pode revelar uma doença arterial periférica antes sem sinais evidentes.
Inchaço persistente e atenção redobrada
O calor favorece o acúmulo de líquidos nos tecidos e sobrecarrega o sistema linfático, provocando edemas mais intensos, sobretudo em mulheres com insuficiência venosa, lipedema ou obesidade.
A combinação entre calor, desidratação e longos períodos sentada — comuns em viagens — aumenta o risco de complicações. Inchaço em apenas uma perna, dor súbita na panturrilha ou aumento rápido do volume do membro exigem avaliação médica.
Especialistas reforçam que o calor não causa doenças vasculares, mas pode agravar problemas já existentes. Hidratação, atividade física e acompanhamento médico são fundamentais. Pernas muito inchadas, dor ao caminhar ou feridas que não cicatrizam não devem ser consideradas parte normal do envelhecimento.









